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Manuel Jorge Marmelo

"o texto não é senão uma frágil construção de palavras"

As palavras certas

O velho narrador do meu livro mais recente confessa, a dado passo da narrativa, a necessidade de procurar num dicionário as palavras de que se vai esquecendo e das quais carece para escrever usando apenas os termos exactos — “aqueles que sei que existem mas que já não me ocorrem de modo espontâneo e natural”.

Padecendo, de certa forma, de lapsos de memória semelhantes aos da personagem, escrevi este e outros livros contando com o auxílio essencial da Infopédia, à qual recorro várias vezes por dia a fim de me expressar sempre com a palavra adequada, a palavra certa para cada frase e para cada ideia, pois não me esqueço de uma vez ter ouvido o velho Rubem Fonseca explicar que os sinónimos não existem, apenas o vocábulo exato.

Procuro não esquecer esta lição essencial de um grande mestre da ficção em língua portuguesa e cultivar, portanto, a ideia de que o texto não é senão uma frágil construção de palavras, a qual, sendo corretamente edificada, com os vocábulos adequados, adquire realidade, concretude e verdade, graças a um processo que ainda, e muitas vezes, me parece prodigioso.

Como Rubem Fonseca e Guimarães Rosa, como Luandino Vieira e Ondjaki, como Mia Couto e Eugénio Tavares, como Luís Cardoso e Manuel António Pina, escrevo usando um idioma que me permite comunicar com africanos e europeus, com asiáticos e ilhéus de Cabo-Verde, com índios do Brasil e com os filhos dos alemães ou dos libaneses que naquele país se radicaram, o que também, de certa forma, tem o seu quê de prodígio e de assombro.

O idioma com que nascemos é, todavia, o resultado de um conjunto de acasos. Já as suas palavras hão de ser concretas, intencionais e precisas, gumes afiados que ora imunizam e curam, ora destroem e matam. Veja-se o caso da palavra Guerra.

Manuel Jorge Marmelo

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