Lendas portuguesas

Lenda das Sete Cidades

ver mais

Beatriz e o Mouro

ver mais

A Raiva do Alva

ver mais

As Arcas de Montemor

ver mais

O Belo Suldório

ver mais

  • livros
  • autores
  • tem a palavra

A viciante pulsão da ficção

favoritos

 

Escrevi a primeira versão desta história entre os 25 e os 28 anos, mas fiquei tão desanimado com o resultado que a deixei no fundo de uma pen. Mais tarde, por absoluta necessidade de criar, de dar uso à imaginação, decidi voltar a ela. Na altura, estava a lançar a Contraponto, a editora que dirijo, e os dias eram frenéticos. Quando chegava a casa, sentava-me de novo ao computador e punha-me a trabalhar numa tese de doutoramento. Sucede que, por entre pilhas de livros chatos e artigos científicos, talvez fugidas da pen guardada na gaveta, as personagens apareciam-me a saltitar no teclado e por toda a parte, até que o apelo da ficção se tornou muito mais veemente do que a vontade de me dar ao aborrecido texto académico. Sentia-me uma criança a ter de optar entre a escola e fazer gazeta para brincar num parque de diversões.

Foi, por isso, com a excitação da transgressão, um entusiasmo febril que só se sente quando sabemos estar a prevaricar, que recuperei alguns episódios e o grosso das personagens e, num frenesi que misturava alegria e alívio, desatei a escrever uma versão completamente nova do romance. Aproveitei todos os tempos livres: segundas à noite, todas as manhãs de sábados e domingos, dias feriados e até, de telemóvel na mão, esperas em consultórios médicos. Movia-me a viciante pulsão da ficção. É por esse motivo que quis que este livro fosse uma declaração de amor à imaginação e à capacidade de criar com que fomos dotados. Durante a escrita de ficção, conseguimos, muitas vezes, aceder à criptomnesia, uma espécie de gaveta funda onde estão arrumados conhecimentos e memórias que desconhecíamos possuir, e que possuem uma enorme força criadora. O processo de escrita teve ainda o condão de me permitir colocar em prática de forma regular uma dupla noção que eu havia adquirido durante a adolescência: a de que pensava melhor escrevendo e de que a escrita funcionava para mim como uma espécie de meditação.

Quero com tudo isto dizer que escrever este Baiôa sem data para morrer só me trouxe vantagens. A quem o ler não posso desejar proveito menor. Afinal, e ainda que, por vezes, nos esqueçamos disso, o livro e a leitura têm a enorme capacidade de nos oferecerem felicidade. Se Baiôa, Zé Patife, a Ti Zulmira, o fantasma do Dr. Bártolo ou Maria da Assombração, entre tantas outras personagens deste romance, derem aos leitores momentos felizes, eu serei um autor realizado.


Ler excerto da obra


Rui Couceiro

Outras sugestões

A repartição do yin e do yang

A repartição do yin e do yang

Eduardo Mendoza

Um Cão Deitado à Fossa

Um Cão Deitado à Fossa

Carla Pais

O Grande Círculo

O Grande Círculo

Maggie Shipstead

Os Cavalos de Hitler

Os Cavalos de Hitler

Arthur Brand

Como poeira ao vento

Como poeira ao vento

Leonardo Padura

Destaques anteriores

Os Walkers

Os Walkers

Maria Inês Almeida

Morte no Parque

Morte no Parque

Lourenço Seruya

A Mais Bela Maldição

A Mais Bela Maldição

Rui Couceiro

As Rosas de Barbacena

As Rosas de Barbacena

Alberto S. Santos

Tudo sobre o Irão

Tudo sobre o Irão

Ricardo Alexandre

Olga salva o mundo

Olga salva o mundo

Rui Zink

Física Espiritual

Física Espiritual

Rui Lage

O rei com música na cabeça

O rei com música na cabeça

Martim Sousa Tavares

Como Proteger a Democracia

Como Proteger a Democracia

David Dinis

 A Mais Breve História do Ultramar

A Mais Breve História do Ultramar

David Moreira 

Dicionário Sentimental do Porto

Dicionário Sentimental do Porto

João Carlos Brito

Morte nas Caves

Morte nas Caves

Lourenço Seruya

Haiti

Haiti

João Pedro Marques

Quarenta árvores em discurso directo

Quarenta árvores em discurso directo

António Bagão Félix

as histórias que nos matam

as histórias que nos matam

Maria Isaac

O segredo de Tomar

O segredo de Tomar

Rui Miguel Pinto

As Crianças Adormecidas

As Crianças Adormecidas

Anthony Passeron

Ramalho Eanes - Palavra que conta

Ramalho Eanes - Palavra que conta

Fátima Campos Ferreira

O Osso de Prata

O Osso de Prata

Andrei Kurkov

Os trinta nomes de Deus

Os trinta nomes de Deus

Bruno Paixão

Corpo Vegetal

Corpo Vegetal

Julieta Monginho

Morro da Pena Ventosa

Morro da Pena Ventosa

Rui Couceiro

Pedra e Sombra

Pedra e Sombra

Burhan Sönmez

Geração D

Geração D

Carlos de Matos Gomes

Amar em caso de emergência

Amar em caso de emergência

Vera dos Reis Valente

Deus na Escuridão

Deus na Escuridão

Valter Hugo Mãe

O Livro de San Michele

O Livro de San Michele

Axel Munthe

Peregrinação

Peregrinação

Fernão Mendes Pinto

Simply Flow - Atreve-te a abrandar

Simply Flow - Atreve-te a abrandar

Fátima Lopes

Amor Cão

Amor Cão

Rosa Alice Branco

O Novo Mundo da Inês - Mais tolerância, por favor!

O Novo Mundo da Inês - Mais tolerância, por favor!

Sara de Almeida Leite

Todos os Lugares Desfeitos

Todos os Lugares Desfeitos

John Boyne

Weyward

Weyward

Emilia Hart

O Perigo de Estar no Meu Perfeito Juízo

O Perigo de Estar no Meu Perfeito Juízo

Rosa Montero

Os Segredos de Juvenal Papisco

Os Segredos de Juvenal Papisco

Bruno Paixão

O Retiro

O Retiro

Sarah Pearse

A Imperatriz

A Imperatriz

Gigi Griffis

Abelhas Cinzentas

Abelhas Cinzentas

Andrei Kurkov

A aldeia das almas desaparecidas

A aldeia das almas desaparecidas

Richard Zimler

A Intuição da Ilha

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Dicionário das Palavras Perdidas

Pip Williams

O Crespos

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no Estádio

Morte no Estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Violeta

Isabel Allende

Lendas portuguesas

Lenda das Sete Cidades

ver mais

Beatriz e o Mouro

ver mais

A Raiva do Alva

ver mais

As Arcas de Montemor

ver mais

O Belo Suldório

ver mais