O Senhor do Galo de Barcelos e o Milagre do Enforcado
Uma das várias versões da lenda do galo de Barcelos está relacionada com um crime cometido em Barcelinhos, que ficou impune.
Um dia, um peregrino galego que se dirigia a Santiago resolveu pernoitar num albergue dessa localidade. Enquanto tomava a sua refeição, um homem resolveu denunciá-lo como o criminoso ao juiz.
O peregrino foi preso e condenado à forca. No dia do enforcamento, o peregrino pediu, como última vontade, para falar com o juiz. Em casa do juiz, que estava a preparar-se para trinchar um galo assado, o condenado ajoelhou-se, insistiu na sua inocência e suplicou para não ser enforcado. Como o juiz não se deixou comover com as suas palavras, o peregrino pediu ajuda a Santiago, de quem era devoto, e disse:
- É tão certo eu estar inocente como o galo que tem aí na mesa cantar antes do dia acabar!
Todos os que estavam presentes riram-se da afirmação mas, para espanto de todos, antes do fim do dia o galo levantou-se e cantou.
Correram para a forca a fim de evitar a morte do peregrino. Quando lá chegaram, ficaram atónitos com o que viram: o peregrino estava vivo, com uma corda lassa à volta do pescoço.
Assustados, libertaram o homem, que prosseguiu o seu caminho.
Outra versão conta que dois galegos peregrinos, pai e filho, foram atraiçoados por uma estalajadeira que acusou injustamente o filho de roubo. O rapaz foi condenado à forca e o pai, desesperado, foi ter com o juiz e pediu-lhe que acreditasse na inocência do seu filho.
O juiz, incomodado por ter sido interrompido quando estava a comer, disse que para o declarar inocente seria preciso que o galo assado que tinha na mesa cantasse três vezes.
E assim foi, o galo pôs-se de pé e cantou. O juiz correu a evitar o enforcamento, mas chegou tarde.
No entanto e para seu espanto, o condenado não tinha morrido, pois estava a ser amparado por Santiago.
Um dia, um peregrino galego que se dirigia a Santiago resolveu pernoitar num albergue dessa localidade. Enquanto tomava a sua refeição, um homem resolveu denunciá-lo como o criminoso ao juiz.
O peregrino foi preso e condenado à forca. No dia do enforcamento, o peregrino pediu, como última vontade, para falar com o juiz. Em casa do juiz, que estava a preparar-se para trinchar um galo assado, o condenado ajoelhou-se, insistiu na sua inocência e suplicou para não ser enforcado. Como o juiz não se deixou comover com as suas palavras, o peregrino pediu ajuda a Santiago, de quem era devoto, e disse:
- É tão certo eu estar inocente como o galo que tem aí na mesa cantar antes do dia acabar!
Todos os que estavam presentes riram-se da afirmação mas, para espanto de todos, antes do fim do dia o galo levantou-se e cantou.
Correram para a forca a fim de evitar a morte do peregrino. Quando lá chegaram, ficaram atónitos com o que viram: o peregrino estava vivo, com uma corda lassa à volta do pescoço.
Assustados, libertaram o homem, que prosseguiu o seu caminho.
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O juiz, incomodado por ter sido interrompido quando estava a comer, disse que para o declarar inocente seria preciso que o galo assado que tinha na mesa cantasse três vezes.
E assim foi, o galo pôs-se de pé e cantou. O juiz correu a evitar o enforcamento, mas chegou tarde.
No entanto e para seu espanto, o condenado não tinha morrido, pois estava a ser amparado por Santiago.
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Como referenciar
Porto Editora – O Senhor do Galo de Barcelos e o Milagre do Enforcado na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2026-06-24 11:39:13]. Disponível em
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