Os Degolados de Montemor-O-Velho
Em 848 Montemor-o-Velho foi reconquistada aos Mouros pelo rei Ramiro de Leão. Depois da batalha, o monarca resolveu visitar um seu parente, o abade D. João, que vivia no Mosteiro de Lorvão.
Quando lá chegou, verificou que o Mosteiro estava em ruínas e que os frades viviam cheios de fome e de frio, devido às guerras constantes que devastavam a região. Querendo ajudar os religiosos, doou-lhes as rendas de Montemor e alguns campos em redor da vila, com a condição de no Mosteiro ficarem sempre alguns monges-guerreiros para defesa da região.
Passado algum tempo, os mouros voltaram a atacar e cercaram Montemor durante muito tempo. Os bens começaram a escassear e a ameaça de uma rendição forçada estava próxima. Temendo os ultrajes que seriam feitos aos velhos, às mulheres e às crianças, cada homem reuniu a família e, encomendando as suas almas a Deus, degolou todos os seus familiares. Após este ato sangrento, sem qualquer esperança, prepararam-se para a derradeira batalha, no exterior da fortaleza.
Sem mais nada a perder, os cristãos lutaram sem medo e para grande surpresa de todos venceram a batalha. Com o coração dilacerado, os homens choraram a vitória lembrando o sacrifício inútil das suas famílias mas, quando se aproximavam das portas da fortaleza, gritos de alegria ecoaram no ar: milagrosamente, os parentes antes degolados aguardavam-nos, vivos e de boa saúde.
Quando lá chegou, verificou que o Mosteiro estava em ruínas e que os frades viviam cheios de fome e de frio, devido às guerras constantes que devastavam a região. Querendo ajudar os religiosos, doou-lhes as rendas de Montemor e alguns campos em redor da vila, com a condição de no Mosteiro ficarem sempre alguns monges-guerreiros para defesa da região.
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Como referenciar
Porto Editora – Os Degolados de Montemor-O-Velho na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2026-06-22 19:30:30]. Disponível em
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