Carlos Queiroz (desportista)

Treinador português de futebol, Carlos Manuel Brito Leal Queiroz nasceu a 1 de março de 1953, em Nampula, Moçambique, mas veio morar para Portugal em 1975. Logo nessa altura, ingressou no Instituto Superior de Educação Física de Lisboa, onde tirou o curso de Educação Física. Foi convidado em 1987 a integrar os quadros da Federação Portuguesa de Futebol, para desempenhar o cargo de selecionador nacional nas camadas jovens.
Carlos Queiroz, que fez muita pesquisa e investigação sobre os métodos utilizados no estrangeiro, apostou forte na formação dos jovens jogadores que tinha a seu cargo e foi o responsável pelo aparecimento de craques como Figo e Rui Costa. Até 1991, Queiroz esteve à frente das seleções jovens com as quais conquistou por duas vezes o título mundial de juniores, em 1989 na Arábia Saudita e em 1991 em Portugal. Foi um feito inédito que marcou o futebol português, nomeadamente porque nessas seleções alinhavam alguns jogadores que viriam a ser dos melhores do mundo e que desde sempre foram acompanhados por Carlos Queiroz.
A Federação Portuguesa de Futebol quis aproveitar o talento de Carlos Queiroz e, a seguir à conquista do Mundial de 1991, promoveu-o a líder da seleção principal. Mas nem tudo correu bem e Portugal não se conseguiu apurar para o Mundial de 1994, que teve lugar nos Estados Unidos da América. Queiroz abandonou a seleção e a federação algo desapontado e, ainda nesse ano, tentou uma experiência diferente como treinador. Pela primeira vez, treinou um clube, no caso o Sporting Clube de Portugal, mas a falta de títulos acabou por levar à sua dispensa em 1996. Com Queiroz ao comando o Sporting apenas venceu a Taça de Portugal correspondente à temporada 1994/1995, tendo batido na final, no Estádio do Jamor, o Marítimo por 2-0.
Carlos Queiroz, com os títulos de juniores, alcançou bastante fama a nível mundial, nomeadamente pela sua capacidade de formação de jogadores e isso valeu-lhe vários convites do estrangeiro, onde optou por prosseguir a sua carreira. Treinou então a equipa norte-americana do MetroSatrs e a japonesa do Nagoya Grampus Eight, até que em julho de 1998 regressou ao comando de uma seleção, no caso a dos Emiratos Árabes Unidos, onde esteve cerca de um ano. Enquanto esperou por outro projeto tentador Carlos Queiroz foi convidado por duas vezes para treinar a seleção mundial da FIFA, para a qual são convocados alguns dos melhores futebolistas do Mundo, e para ser consultor técnico da Federação de Moçambique. O regresso ao ativo aconteceu agosto de 2000, para orientar a seleção da África do Sul, que conseguiu apurar para o campeonato do Mundo de 2002. Em 2002, assumiu o cargo de treinador-adjunto de Alex Ferguson no Manchester United, contribuindo para o título de campeão de Inglaterra que o clube conquistou. Em junho de 2003 foi contratado pelo Real Madrid para treinador principal da equipa espanhola. Num época bastante agitada, acaba por não conseguir impor a sua filosofia de trabalho. Regressa ao Manchester United para continuar o seu trabalho com Alex Fergunson, treinador principal do colosso inglês.
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