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Cleópatra (filme)
Drama histórico realizado em 1963 por Joseph L. Mankiewicz e interpretado por Elizabeth Taylor, Richard Burton, Rex Harrison, Pamela Brown, George Cole, Hume Cronyn, Martin Landau e Roddy MacDowall. O argumento de Cleopatra foi escrito por Sidney Buchman, Ronald MacDougall e Joseph L. Mankiewicz e narra a história de Cleópatra (interpretada por Elizabeth Taylor), a rainha do Egito que luta para salvar o seu império da absorção pelo Império Romano, sendo historicamente fiel em muitos aspetos. Apesar de algumas liberdades tomadas na recriação dos factos, a maior parte das personagens - que existiram realmente - atuaram da forma que foi representada, com a exceção de Octávio César Augusto (Roddy MacDowall), retratado de uma forma muito negativa em relação à sua verdadeira personalidade.
O filme encontra-se dividido em duas partes: a primeira, passada entre 48 e 44 a. C., mostra a relação de Cleópatra com Júlio César (Rex Harrison), enquanto a segunda, passada entre 42 e 30 a. C., exibe a relação da rainha com Marco António (Richard Burton).
O filme inicia-se com a vitória de Júlio César sobre Pompeia, na Grécia, que entretanto fugira para o Egito. César chega a Alexandria para perseguir Pompeia, encontrando um país em guerra civil entre Cleópatra e o seu irmão, o faraó Ptolomeu, que controla a cidade. Depois dos romanos tomarem conta da situação, Cleópatra é coroada rainha por César e os dois tornam-se amantes. Ela promete-lhe filhos e sonha com Roma e o Egito unidos num mundo unificado. Mais tarde, Cleópatra tem uma entrada espetacular em Roma e torna-se o tema preferido dos Romanos. Entretanto, alguns senadores queixam-se do excesso de poder de César, que acaba por ser apunhalado até à morte por um grupo deles. No funeral de Júlio César, Cleópatra discute a situação com Marco António, mas quem lhe sucede acaba por ser Octávio César Augusto. Ela regressa a Alexandria, uma vez que não tinha futuro em Roma.
A segunda parte do filme vai encontrar um Império Romano dirigido por um triunvirato: Lépido tinha a seu cargo a expansão em África, Octávio César Augusto a Espanha e a Gália, Marco António o Leste. Todavia, era notória a rivalidade entre Marco António e César Augusto. Marco António, entretanto sediado no território da atual Turquia, precisava da ajuda de Cleópatra para a sua campanha no Leste. Relutante, ela acaba por se deslocar até ele no seu batelão e aí tem lugar um banquete grandioso. Inicialmente rejeitado, Marco António acaba por ser seduzido por Cleópatra. Entretanto, César Augusto conspirava contra o par em Roma. Obrigado a regressar a Roma para obter reforços, Marco António acaba por casar com a irmã de César Augusto. Cleópatra não fica nada agradada e obriga-o a ajoelhar-se em público perante ela. Exige ainda que um terço do Império seja cedido ao Egito como preço da sua aliança. Marco António aceita, divorcia-se de Octávia e casa com Cleópatra. Mas, em Roma, César Augusto, o povo e o Senado não aprovam a aliança e votam guerra contra Cleópatra. As tropas de Marco António são derrotadas e ele acaba por morrer pensando que Cleópatra tinha morrido também. César Augusto conquista Alexandria e leva Cleópatra como prisioneira.
Grandioso e caro espetáculo, apesar de também ter sido um sucesso comercial, Cleópatra foi na altura o filme mais longo da História com mais de 4 horas de duração, embora tenham sido cortados 20 minutos para o seu lançamento comercial. A fase de produção foi também recheada de peripécias. Originalmente, o realizador do filme era Rouben Mamoulian, que foi despedido e substituído por Mankiewicz, que também acabou por reescrever o argumento. A tempestuosa relação fora do ecrã entre Elizabeth Taylor e Richard Burton também deu muito que falar.
Venceu quatro Óscares: Melhor Fotografia, Guarda-roupa, Direção Artística e Efeitos Visuais; tendo tido cinco outras nomeações: Melhor Filme, Ator Principal (Rex Harrison), Montagem, Banda Sonora e Som.
Existiram outras versões fílmicas da história de Cleópatra: duas mudas, em 1912 e 1917 (esta com Theda Bara no papel principal), e uma de 1934 realizada por Cecil B. De Mille e protagonizada por Claudette Colbert.
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