Escriba do Antigo Egito
Os escribas eram uma classe social muito importante no Egito. Apenas eles tinham a possibilidade de fazer carreira no serviço público ou como administradores de grandes propriedades. A escrita era uma profissão especializada. O escriba, enquanto trabalhava, sentava-se de pernas cruzadas e num rolo de papiro desenhava ou pintava o que lhe era pedido, para tal dispunha de uma pena ou de um pincel de junco. Usava, normalmente, os pigmentos vermelho e preto. Escrevia da direita para esquerda.
Os escribas constituíam uma pequena elite da sociedade pois a maior parte da população não sabia ler nem escrever. O prestígio que lhes era atribuído é evidenciado pela popularidade das estátuas esculpidas.
As crianças que estudavam para serem escribas começavam a fazê-lo com 4 ou 5 anos de idade. Os escribas eram formados nas escolas, sobretudo de Mênfis, uma das capitais do Antigo Egito. Deviam saber ler, escrever, desenhar, pintar, bem como dominar na perfeição o idioma, a literatura e a história do seu país. Deviam ainda ter um grande conhecimento na área da matemática, astronomia, contabilidade e mecânica. Só assim um indivíduo estaria apto para se candidatar a membro da classe oficial culta.
Durante o Império Antigo muitos escribas pertenciam à família real ou às famílias mais importantes, só durante o Império Médio e sobretudo no Império Novo é que esta profissão se alargou a outros estratos da população, aumentando assim a sua base de recrutamento e estando, pelo menos teoricamente, ao alcance de qualquer pessoa. A diferença de tratamento e de estatuto que os escribas tinham em comparação com as outras profissões era maior e melhor, e isso é notório na chamada "Sátira dos Ofícios".
Era uma profissão muito desejada, pois pelo escriba passavam toda a contabilidade do lugar onde trabalhava ou do seu senhor, além de ajudar o faraó, recebendo os impostos e tributos, entre outras formas de administração fiscal. Claro que nem todos os escribas conseguiam desempenhar os cargos mais importantes, contudo, mesmo esses que não alcançavam esse objetivo ficavam com cargos administrativos de relevo ligados à recolha dos impostos a nível regional, ao recrutamento militar, como administradores dos celeiros ou do gado, elementos económicos importantes no Antigo Egito.
Graças aos escribas foi-se mantendo o estado egípcio sem grandes transformações, pois eram eles também que educavam o povo para manter o seu antigo modo de vida. É através dos seus registos que conhecemos também muitos aspetos administrativos, políticos, económicos, sociais e culturais da antiga civilização egípcia.
A escrita egípcia foi também deveras importante graças aos escribas, pois permitiu a divulgação de ideias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas de escrita: a demótica (mais simples) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, orações e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel denominado papiro, produzido a partir de uma planta com o mesmo nome, também era utilizado para registar os textos.
Os escribas constituíam uma pequena elite da sociedade pois a maior parte da população não sabia ler nem escrever. O prestígio que lhes era atribuído é evidenciado pela popularidade das estátuas esculpidas.
As crianças que estudavam para serem escribas começavam a fazê-lo com 4 ou 5 anos de idade. Os escribas eram formados nas escolas, sobretudo de Mênfis, uma das capitais do Antigo Egito. Deviam saber ler, escrever, desenhar, pintar, bem como dominar na perfeição o idioma, a literatura e a história do seu país. Deviam ainda ter um grande conhecimento na área da matemática, astronomia, contabilidade e mecânica. Só assim um indivíduo estaria apto para se candidatar a membro da classe oficial culta.
Durante o Império Antigo muitos escribas pertenciam à família real ou às famílias mais importantes, só durante o Império Médio e sobretudo no Império Novo é que esta profissão se alargou a outros estratos da população, aumentando assim a sua base de recrutamento e estando, pelo menos teoricamente, ao alcance de qualquer pessoa. A diferença de tratamento e de estatuto que os escribas tinham em comparação com as outras profissões era maior e melhor, e isso é notório na chamada "Sátira dos Ofícios".
Era uma profissão muito desejada, pois pelo escriba passavam toda a contabilidade do lugar onde trabalhava ou do seu senhor, além de ajudar o faraó, recebendo os impostos e tributos, entre outras formas de administração fiscal. Claro que nem todos os escribas conseguiam desempenhar os cargos mais importantes, contudo, mesmo esses que não alcançavam esse objetivo ficavam com cargos administrativos de relevo ligados à recolha dos impostos a nível regional, ao recrutamento militar, como administradores dos celeiros ou do gado, elementos económicos importantes no Antigo Egito.
Graças aos escribas foi-se mantendo o estado egípcio sem grandes transformações, pois eram eles também que educavam o povo para manter o seu antigo modo de vida. É através dos seus registos que conhecemos também muitos aspetos administrativos, políticos, económicos, sociais e culturais da antiga civilização egípcia.
A escrita egípcia foi também deveras importante graças aos escribas, pois permitiu a divulgação de ideias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas de escrita: a demótica (mais simples) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, orações e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel denominado papiro, produzido a partir de uma planta com o mesmo nome, também era utilizado para registar os textos.
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Como referenciar
Escriba do Antigo Egito na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$escriba-do-antigo-egito [visualizado em 2026-06-07 12:54:43].
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