Faye Dunaway

Atriz norte-americana nascida a 14 de janeiro de 1941 na pequena cidade de Bascom, no estado da Florida. Filha dum militar, aventurou-se a estudar Arte Dramática na Universidade de Boston. No Lincoln Center Repertory Company, fez um workshop onde conheceu Otto Preminger e Elia Kazan. Foi este último quem a aconselhou a fazer teatro, tendo convencido os produtores da Broadway a atribuir-lhe um pequeno papel na peça A Man for All Seasons (1962). A naturalidade que demonstrou impressionou o dramaturgo Arthur Miller, que, apesar da oposição dos produtores, exigiu que fosse Faye a incorporar Marilyn Monroe na peça After the Fall (1966). O sucesso do título abriu-lhe as portas duma carreira cinematográfica. Preminger recrutou-a para um papel secundário em Hurry Sundown (O Incerto Amanhã, 1967), onde contracenou com Micharel Caine, mas no mesmo ano surpreendeu os cinéfilos com a sua enérgica atuação da salteadora Bonnie Parker em Bonnie and Clyde (Bonnie e Clyde, 1967). Ao lado de Warren Beatty, fez furor, mostrando grande sensualidade e energia, sendo nomeada para o Óscar para Melhor Atriz, ironicamente numa prestação para o qual fora segunda escolha, após Jane Fonda e Julie Christie terem recusado o papel. As portas de Hollywood abriram-se-lhe: The Thomas Crown Affair (O Grande Mestre do Crime, 1968), ao lado de Steve McQueen com quem teve um breve relacionamento, The Arrangement (O Compromisso, 1969), com Kirk Douglas, o western Little Big Man (O Pequeno Grande Homem, 1970) e The Three Musketeers (Os Três Mosqueteiros, 1973) foram alguns dos seus títulos mais significativos. Em 1974, a sua mulher fatal de Chinatown valeu-lhe nova nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. Seguiu-se o seu período mais bem sucedido com trabalhos em Towering Inferno (A Torre do Inferno, 1974), Three Days of the Condor (Os Três Dias do Condor, 1975) e Network (Escândalo na TV, 1976). Aqui, o seu retrato de Diana Christensen, uma ambiciosa e pouco escrupulosa executiva duma cadeia televisiva valeu-lhe finalmente o tão almejado Óscar para Melhor Atriz Principal. Na década de 80, a sua carreira entrou em desaceleração, protagonizando inúmeros fracassos de bilheteira, exceção feita a Mommie Dearest (Querida Mãe, 1981), onde retratou de forma memorável a atriz Joan Crawford e o filme de culto Barfly (Amor Marginal, 1987). Desde então, tem trabalhado quase em exclusivo para televisão, protagonizando diversas mini-séries e telefilmes, entre os quais Gia (1998), ao lado de Angelina Jolie. Nos últimos anos, a sua presença em filmes tem sido reduzida, destacando-se Don Juan de Marco (1995), onde fez par romântico com Marlon Brando, e o épico The Messenger: The Story of Joan of Arc (Joana D'Arc, 1999).
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