James Woods

Ator norte-americano, James Howard Woods nasceu a 18 de abril de 1947, na pequena cidade de Vernal. Depois de se ter licenciado em Ciências Políticas, procurou estudar Drama, tendo participado em peças amadoras. Rapidamente chegou à televisão, participando em telefilmes. Estreou-se no cinema pela mão do conceituado realizador Elia Kazan em The Visitors (1972), antes de rumar à Broadway, onde ganhou dois prémios de interpretação. Regressou ao cinema para desempenhar um papel secundário em The Way We Were (O Nosso Amor de Ontem, 1973), onde contracenou com Barbra Streisand e Robert Redford. Woods ganhou alguma notoriedade quando protagonizou a série televisiva Holocaust (Holocausto, 1978). O sucesso da série abriu-lhe diversas portas em Hollywood. O seu primeiro desafio como protagonista foi com The Onion Field (Crime em Campo de Cebolas, 1979), onde encarnou a pele de um assassino de polícias, um filme baseado numa história verídica. Este drama não teve o sucesso esperado, o que obrigou o ator a refugiar-se no teatro, fazendo aparições esporádicas no cinema em papéis menores. Foi David Cronenberg que o convenceu a regressar em força, protagonizando o seu arrojado projeto Videodrome (Experiência Alucinante, 1983), em que encarnou um produtor de TV por cabo que, obcecado pela sua imagem, esconde no seu corpo uma cassete de vídeo e uma pistola. O filme tornou-se objeto de culto, especialmente entre as classes mais jovens. Woods então abraçou uma sólida carreira, participando em Against All Odds (Vidas Em Jogo, 1984), Once Upon a Time in America (Era Uma Vez na América, 1984) e o polémico Salvador (1986), pelo qual foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator. Neste filme, desempenhou o papel de um jornalista que embarca para El Salvador com um Disc-Jockey (James Belushi), com o objetivo de ganhar dinheiro, mas que depressa toma contacto com um regime ditatorial e com um país destroçado pela guerra civil. A carreira de Woods foi muito afetada por um escândalo ocorrido aquando das filmagens de The Boost (Ambição de Glória, 1989), em que acusou a atriz Sean Young de o assediar sexualmente. Procurou livrar-se da publicidade negativa, aceitando convites para trabalhar em televisão. Na década de 90, tornou-se um ator secundário indispensável à credibilização comercial e crítica de um filme. Martin Scorsese confiou nele para desempenhar um vigarista em Casino (1995) e Oliver Stone conferiu-lhe o papel de assessor presidencial em Nixon (1995). Voltou a garantir mais uma nomeação para Óscar, desta vez como Ator Secundário por Ghosts of Mississipi (Espíritos do Passado, 1996), onde teve de encarnar um assassino sexagenário de um ativista negro, aparecendo quase irreconhecível debaixo de uma poderosa caracterização. Participou em outros títulos de sucesso como Contact (Contacto, 1997), Any Given Sunday (Um Domingo Qualquer, 1999) e John Q (2002).
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