Jardim Gonçalves

Formado em engenharia civil, Jorge Jardim Gonçalves nasceu em 1936, na ilha da Madeira. Cumpriu o serviço militar em Angola, por altura da guerra colonial. Com a revolução do 25 de abril de 1974, ocupava na altura o lugar da presidência do extinto Banco da Agricultura, mudou-se para Madrid. Regressou a Portugal alguns anos mais tarde, ao abrigo do apelo ao retorno de portugueses exilados efetuado pelo então presidente da República, o general Ramalho Eanes.
O Porto foi a cidade escolhida para reiniciar a vida em Portugal, regressando à atividade bancária. Em meados dos anos 80 assume a presidência do Banco Português do Atlântico (BPA) e, em 1985, é chamado por um grupo de empresários nortenhos, liderado por Américo Amorim, António Gonçalves e Alberto Pinto Basto, para que se pensasse na constituição de um banco do Norte. Foi então criado o Banco Comercial Português (BCP), sob o olhar atento de Mário Soares, na altura primeiro-ministro de Portugal. Jardim Gonçalves, à frente do grupo BCP, que entretanto adquirira outras instituições financeiras, apostou na informatização das instituições bancárias e, em 1989, já com as bases devidamente cimentadas, implementa o private-banking.
Presidente do Conselho de Administração das principais subsidiárias do Grupo BCP, como o BCP Investimento, o Banco de Investimento Imobiliário, S.A., CrédiBanco - Banco de Crédito Pessoal, S.A., o Interbanco, S.A., Banco Expresso Atlântico, S.A., o Banco Comercial de Macau, S.A.R.L. e o Banco ActivoBank (Portugal), S.A., Jardim Gonçalves conseguiu, em cerca de 10 anos, levar o grupo ao segundo lugar do "podium" bancário português, com mais de 700 balcões. Em 2003 o grupo BCP alterou o nome para Millennium bcp.

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