Jorge Cadete

Futebolista português, Jorge Paulo Cadete Reis nasceu a 27 de agosto de 1968, em Porto Amélia, Moçambique.
Cadete começou por jogar futebol, já em Portugal, nas camadas jovens do modesto clube Académica de Santarém. Ainda com idade de júnior foi para o Sporting Clube de Portugal, onde se estreou na equipa principal a 23 de agosto de 1987, num jogo contra o Rio Ave em que a sua equipa venceu por 4-1. O treinador que o lançou foi o inglês Keith Burkinshaw, que nessa temporada ainda o utilizou em mais seis jogos, um deles a contar para as competições europeias.
Na época 1988/89, Cadete foi emprestado ao Vitória de Setúbal para ganhar rodagem e alinhou em 29 jogos, tendo marcado 8 golos. Começou assim a mostrar ter características de ponta de lança. Na temporada seguinte, regressou ao Sporting, onde também se assumiu como titular. Marcou 7 golos nesse ano. Em 1990/1991 também alinhou em quase todos os jogos do campeonato, mas só apontou 3 tentos. Curiosamente, nas competições europeias, em 10 jogos fez 6 golos.
A temporada 1991/1992 foi a mais rentável em termos de golos para Jorge Cadete, já que apontou 25. Mas, mesmo assim, falhou o objetivo de ser o melhor marcador do campeonato, título entregue ao boavisteiro Ricky. Foi ainda em 1991, a 29 de agosto, que o avançado do Sporting se estreou na seleção portuguesa ao participar no empate a um golo com Alemanha.
Na época seguinte, 1992/1993, alcançou por fim a sua meta e 18 golos bastaram-lhe para ser o melhor marcador da I Divisão portuguesa.
Cadete voltou a ser titular do Sporting em 1994/1995, mas desta feita só apontou 10 golos. Em 1994/95 fez poucos jogos pela formação de Lisboa, já que a meio da temporada foi transferido para o Brescia, um modesto clube da I Liga italiana. O avançado português não foi muito bem sucedido em Itália já que só marcou por uma vez em 13 desafios. Regressou ao Sporting na temporada seguinte, mas não reconquistou um lugar na equipa. Mesmo assim, ainda venceu uma Supertaça de Portugal, o único título por equipas conquistado ao longo da sua carreira. Insatisfeito com a pouca utilização em Alvalade optou por tentar mais uma experiência no estrangeiro. Desta vez o destino foi a Escócia, onde representou o Celtic de Glasgow, um dos dois mais importantes clubes do país. Nos seis jogos que ainda fez na temporada 1995/1996 marcou cinco golos. As boas exibições levaram a que António Oliveira, o selecionador de Portugal, o voltasse a chamar à seleção e foi um dos jogadores presentes no Europeu de 1996, disputado em Inglaterra. Contudo, apenas alinhou alguns minutos em dois jogos, frente à Turquia e à República Checa, que eliminou Portugal.
A época de 1996/97 correu da melhor maneira para Cadete, que se sagrou o principal goleador do campeonato escocês com 25 golos. Nessa temporada foi também o melhor marcador do Reino Unido e passou a ser um ídolo da claque do Celtic. Mesmo assim, no final da época abandonou o clube de Glasgow por desentendimentos com o presidente.
Passou então a representar o Celta de Vigo, da I Liga espanhola, mas apesar de ter feito quase três dezenas de jogos não passou dos sete golos. Em 1998/99 só fez sete jogos e um golo pelo Celta, antes de ser vendido ao Benfica. Contudo, o regresso a Portugal não correu da melhor maneira e em 16 jogos, quase sempre como suplente, só fez três tentos. Na temporada seguinte, o panorama ainda foi pior e acabou por ser emprestado ao Bradford, de Inglaterra, onde também não se impôs.
O terceiro regresso a Portugal, na temporada 2000/2001, ficou marcado pela cedência, por parte do Benfica, ao modesto Estrela da Amadora. Em 21 jogos não marcou nenhum golo e o seu clube foi despromovido à II Liga. Depois de em 2001/02 ter feito mais uma temporada discreta, agora na II Liga, abandonou o futebol.
O regresso ao estrelato aconteceu por motivos extra-futebol. Jorge Cadete foi, a partir de setembro de 2002, um dos participantes da primeira edição do mediático programa televisivo Big Brother Famosos da TVI.
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