Kublai Khan
Soberano mongol, Kublai Khan nasceu em 1216 e faleceu em 1294, na China. Filho de Tului, era neto do grande Gengis Khan (ou Cão) e alcançou o trono imperial mongol em 1260. O seu reinado foi marcado por inúmeras vitórias militares e arrebatados êxitos políticos, que o tornaram um dos príncipes mais famosos do seu tempo. A capital do seu império foi, por imposição sua, Khanbalik (Pequim), que substituiu, depois de 1263, a cidade de Karakorum como centro nevrálgico dos Mongóis. Conquistou a China entre 1259 e 1279, atingindo paragens meridionais tão afastadas como o Tonquim (Norte do Vietname) ou o Tibete. Proclamou-se imperador da China em 1271. Todavia, o seu avanço militar não conseguiu impor-se na Indochina e na península da Coreia. Mas as coisas nem sempre foram pacíficas no seu vasto império, principalmente na milenar cultura chinesa, pois em 1287 teve que enfrentar um levantamento liderado por Nayan, príncipe da Manchúria.
Era um monarca moderado, tolerante e permissivo, apesar de tudo, principalmente com outras sensibilidades ou práticas religiosas, como o Budismo ou o Cristianismo Nestoriano - uma "heresia" centro-asiática que punha em causa o dogma da Santíssima Trindade defendido por Roma e elaborado em Nicéia (325). Pequim chegou mesmo a ser um arcebispado nestoriano, para além de ter acolhido missionários franciscanos nesta cidade, alguns dos quais trabalharam e viveram lá muitos anos. Por outro lado, combateu o Islão expansionista, mais por razões militares e políticas.
Kublai Khan foi um soberano de um povo nómada e pastoril que soube administrar um império e não se remeter apenas a conquistas de carácter militar ou à exploração dos seus súbditos, rodeando-se de bons conselheiros, desde chineses confucionistas a persas muçulmanos, tibetanos budistas e mesmo europeus cristãos. A tolerância religiosa, mesmo com cristãos, foi uma das suas notoriedades enquanto bom administrador e unificador de um espaço vastíssimo do mundo medieval.
Figura mongol de grande abertura ao Ocidente, não só acolheu os referidos missionários como foi ele quem recebeu Marco Polo e sua expedição, a qual chegou em 1275 a território chinês, mais precisamente a Shang-Tu, cidade de verão da corte de Kublai Khan, seguindo depois para a capital mongol, Khanbalik. O imperador mongol acabou por encarregar Marco Polo de inúmeras missões diplomáticas e mesmo do governo de uma das suas províncias, durante os dezasseis anos que o veneziano passou na China, pois regressou a Itália um ano depois da morte do grande Khan, falecido em 1294. Com a morte de Kublai Khan na China, em 1294, iniciou-se o gradual declínio do império mongol.
Era um monarca moderado, tolerante e permissivo, apesar de tudo, principalmente com outras sensibilidades ou práticas religiosas, como o Budismo ou o Cristianismo Nestoriano - uma "heresia" centro-asiática que punha em causa o dogma da Santíssima Trindade defendido por Roma e elaborado em Nicéia (325). Pequim chegou mesmo a ser um arcebispado nestoriano, para além de ter acolhido missionários franciscanos nesta cidade, alguns dos quais trabalharam e viveram lá muitos anos. Por outro lado, combateu o Islão expansionista, mais por razões militares e políticas.
Kublai Khan foi um soberano de um povo nómada e pastoril que soube administrar um império e não se remeter apenas a conquistas de carácter militar ou à exploração dos seus súbditos, rodeando-se de bons conselheiros, desde chineses confucionistas a persas muçulmanos, tibetanos budistas e mesmo europeus cristãos. A tolerância religiosa, mesmo com cristãos, foi uma das suas notoriedades enquanto bom administrador e unificador de um espaço vastíssimo do mundo medieval.
Figura mongol de grande abertura ao Ocidente, não só acolheu os referidos missionários como foi ele quem recebeu Marco Polo e sua expedição, a qual chegou em 1275 a território chinês, mais precisamente a Shang-Tu, cidade de verão da corte de Kublai Khan, seguindo depois para a capital mongol, Khanbalik. O imperador mongol acabou por encarregar Marco Polo de inúmeras missões diplomáticas e mesmo do governo de uma das suas províncias, durante os dezasseis anos que o veneziano passou na China, pois regressou a Itália um ano depois da morte do grande Khan, falecido em 1294. Com a morte de Kublai Khan na China, em 1294, iniciou-se o gradual declínio do império mongol.
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Como referenciar
Kublai Khan na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$kublai-khan [visualizado em 2026-06-04 13:58:45].
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