Martin Ritt

Realizador norte-americano, Martin Ritt nasceu a 2 de março de 1914, em Nova Iorque, e faleceu a 8 de dezembro de 1990, em Santa Monica, na Califórnia. Pensou originalmente em fazer carreira na advocacia, mas foi persuadido por Elia Kazan a trabalhar no Group Theater.
Estreou-se em 1937 como ator da Broadway numa produção dessa companhia intitulada Golden Boy. Nos anos que se seguiram, continuou a trabalhar para a companhia até ser chamado pelo exército para cumprir serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial. Apareceu depois na peça Winged Victory, estreando-se como ator de cinema precisamente na versão cinematográfica dessa peça (Encontro no Céu, 1944). Dois anos depois, encenou a sua primeira peça na Broadway: Mr. Peebles and Mr. Hooker. Foi depois trabalhar para a televisão, a CBS, atuando e realizando mais de cem programas. Essa prolífica carreira foi, contudo, abruptamente interrompida quando, em 1951, foi acusado de ser simpatizante comunista, integrando a famosa "lista negra" do senador Joseph McCarthy. Despedido da CBS, tornou-se professor no Actors Studio, com alunos como Paul Newman, Rod Steiger ou Lee Remick. Ao mesmo tempo, foi trabalhando como ator e encenador no teatro.
Em 1957, foi contratado pelo produtor David Susskind para realizar o filme Edge of the City (Um Homem Tem Três Metros de Altura), um drama muito bem recebido pela crítica com interpretações de Sidney Poitier e John Cassavetes. Seguiram-se The Long Hot Summer (Paixões Que Escaldam, 1958), com Paul Newman e Joanne Woodward; e The Sound and the Fury (O Grito da Fúria, 1959), ambos adaptações de histórias de William Faulkner. Por esta altura, estabelecera-se como um meticuloso artesão que conseguia combinar a arte de dirigir os atores em direção a excelentes prestações com a abordagem inteligente de temas socialmente relevantes. Em 1963, recebeu a nomeação para o Óscar de Melhor Realizador por Hud (O Mais Selvagem Entre Mil), com Paul Newman a receber a nomeação para Melhor Ator. Em 1965, realizou o popular The Spy Who Came in From the Cold (O Espião Que Saiu do Frio), adaptação do romance de John Le Carré, com mais uma excelente interpretação nomeada para o Óscar, desta vez de Richard Burton. Nos anos 70, destacam-se Sounder (Esperança, 1972); Conrack (Nome Trocado, 1974), adaptação do romance autobiográfico de Pat Conroy protagonizada por Jon Voight; The Front (O Testa de Ferro, 1976), análise meio cómica meio séria de um assunto que ele conheceu por dentro – o da "caça às bruxas" do senador McCarthy -; e Norma Rae (1979), que valeu a Sally Field o Óscar de Melhor Atriz.
Nos anos 80, destacam-se Cross Creek (Encontro Com a Verdade, 1983), com Mary Steenburgen; Murphy's Romance (O Romance de Murphy, 1985), com Sally Field e James Garner; e Nuts (Louca, 1987), um drama de tribunal com Barbra Streisand. Em 1990, realizou o seu último filme, Stanley & Iris (Para Íris, Com Amor), uma história de amor com Robert De Niro e Jane Fonda.
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