Otto Preminger

Realizador de cinema e ator norte-americano, de origem austríaca, nasceu em Viena a 5 de dezembro de 1906 e faleceu em Nova Iorque, a 23 de abril de 1986, vítima da doença de Alzheimer. Formou-se na Universidade de Viena em 1929, tendo decidido seguir uma carreira teatral. Juntou-se à Companhia de Max Reinhardt, onde começou a representar. Em 1933, sucedeu a Reinhardt na direção da Companhia, tendo começado a acumular diversos sucessos, de tal forma, que, em 1935, recebeu um convite para trabalhar em Hollywood. Começou por trabalhar para a 20th Century Fox que abandonou brevemente para acutar em peças teatrais na Broadway. Fez também cinema como ator, especializando-se em personagens nazis, algo que o desagradava profundamente. Dirigiu algumas curtas-metragens de ficção, mas só se dedicou a fundo à realização em 1943 quando dirigiu a comédia Margin For Error. A sua grande oportunidade surgiu quando substituiu o realizador Rouben Mamoulian a meio das filmagens de Laura (1944) que se tornaria num dos mais célebres filmes negros de sempre. O filme foi um sucesso, encorajando Preminger a dirigir uma série de policiais e thrillers como Fallen Angel (Anjo Caído, 1945) e Angel Face (Vidas Inquietas, 1952). Durante a década de 50, Preminger assinou obras polémicas que desafiariam um código de ética vigente em Hollywood que proibia a abordagem de temas considerados chocantes. Assim, em The Moon Is Blue (Ingénua... Até Certo Ponto, 1953), focou o tema da virgindade. Não hesitará em colocar Dorothy Dandridge, uma intérprete negra, a protagonizar o musical Carmen Jones (1954). The Man With the Golden Arm (O Homem do Braço de Ouro, 1955) foi o primeiro filme a tratar abertamente o tema da toxicodependência. Em 1958, realiza Bonjour Tristesse, um filme sobre a contestação juvenil dos anos 60, baseado no livro homónimo de Françoise Sagan, no qual junta Deborah Kerr e David Niven, e em Advise and Consent (Tempestade Sobre Washington, 1962) expõe abertamente um caso de homossexualidade. Da sua filmografia, constam ainda outros êxitos de bilheteira como River of No Return (Rio Sem Regresso, 1954) com Marilyn Monroe e Robert Mitchum, Saint Joan (Santa Joana, 1957) com Jean Seberg e Richard Widmark, The Cardinal (O Cardeal, 1963), protagonizado por Tom Tyron e Romy Schneider e Rosebud (O Caso Rosebud, 1975) com Peter O'Toole e Richard Attenborough. A sua última obra foi o thriller The Human Fator (O Fator Humano, 1980).
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