Reis Macedónios do Egito

No ano 305 a. C., Ptolomeu proclama-se rei do Egito. Ptolomeu I Sóter ("o Salvador") estabeleceu uma dinastia que governou o Egito até à morte de Cleópatra e imposição plena do domínio de Roma.
Os seus herdeiros mantiveram durante quase um século (o século III a. C.) o Egito na categoria de primeiro reino helenístico, sobretudo pela sua riqueza, organização e destaque no mundo mediterrânico. Ptolomeu II Filadelfo (284-246 a. C.) e sua irmã-esposa Arsinoe recuperaram Celessíria, prudentemente abandonada por Sóter, e lançaram-se nas campanhas do Egeu, permitindo ao Egito adquirir possessões no exterior: Chipre, Cirene, Panfília, Lícia, diversas ilhas, Samos, Éfeso e Samotrácia. Filadelfo cria, de igual modo, o sistema de monopólio estatal e comercial que fez a fortuna da dinastia macedónica. O seu sucessor, Ptolomeu III Evérgeta, após um auspicioso início e a paz alcançada com os Selêucidas, momento de apogeu exterior do Egito, esmorece, rodeado de voluptuosidade (246-221 a. C.). Os reinados de Ptolomeu IV Filopáter e Ptolomeu V Epifânio, balizados entre 221 e 181 a. C., marcam a mudança de regime, com o desenvolvimento de perturbações nacionalistas e revoltas palacianas, apesar do êxito alcançado sobre Antíoco em Ráfia (217 a. C.), obtido com a mobilização de contingentes indígenas. A vitória de Antíoco posteriormente acarreta a perda da Celessíria (198 a. C.), privando o Egito das suas possessões exteriores, excetuando Chipre e Cirenaica.
Os séculos II e I assistem a uma longa e progressiva decadência, mitigada pelas intervenções pontuais de Evérgeta II (150-116 a. C.) e posteriormente acelerada pelas faltas de Aurele (80- 51 a. C.). Em 30 a. C., coincidindo com a morte de Cleópatra, Octávio integra o Egito no espaço romano.
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