S. Bonifácio I

Papa de origem romana, filho do sacerdote Iocundus, exerceu o papado de 28 de dezembro de 418 a 4 de setembro de 422. Antes de ser eleito papa na basílica de Teodora, esteve ao serviço de Inocêncio I, tendo sido um clérigo bastante considerado.
Quando Inocêncio I morreu ocorreu um conflito, uma vez que antes da eleição de São Bonifácio se tinha feito uma outra, secreta, em São João de Latrão, que tinha nomeado Eulálio como Sumo Pontífice. São Bonifácio acabou por ser reconhecido porque Eulálio desrespeitou a ordem de permanência fora da cidade de Roma, provinda do imperador, até que um sínodo decidisse quem tinha legitimidade. Este precedente criou uma regra que dava muito poder ao imperador sobre a Igreja: seria sempre este a decidir entre dois pontífices, caso não houvesse unanimidade.
Este poder depressa se exacerbou e Bonifácio teve de protestar - sem sucesso - perante o imperador Honório pelo facto de Teodósio II (imperador do Oriente) ter eliminado o vicariato de Tessalónica e tornado o patriarca de Constantinopla plenipotenciário sobre as igrejas dos Balcãs.
Bonifácio proibiu a ordenação de escravos, a subida das mulheres ao altar, de tocar nos objetos sagrados e de queimar incenso, tendo também declarado que as disposições da Santa Sé eram legalmente incontestáveis. Por esta razão foi imposta a Epistola tractoria, de São Zózimo.
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