Tanzânia

Geografia
País da África Oriental. Situado a sul do equador, na chamada região dos Grandes Lagos, abrange uma área de 945 087 km2. A Tanzânia é banhada pelo oceano Índico, a leste, e faz fronteira com Moçambique e o Malawi, a sul, a Zâmbia, a sudoeste, a República Democrática do Congo, o Burundi e o Ruanda, a oeste, o Uganda, a noroeste, e o Quénia, a norte. Do território tanzaniano fazem parte também as ilhas Zanzibar, Pemba e Mafia. Dar-es-Salaam é a cidade onde se situa a sede do governo, mas está progressivamente a ser transferida para a cidade de Dodoma, sede do aparelho legislativo. As principais cidades do país são Dar-es-Salaam, com 2 538 100 habitantes (2004), Mwanza (400 300 hab.), Zanzibar (372 400 hab.), Dodoma (168 500 hab.) e Tanga (220 900 hab.).
É constituído por um vasto planalto central com uma altitude de 1200 metros e que se prolonga para norte, onde se encontra o monte Quilimanjaro que, com 5895 metros de altitude, é o ponto mais alto de toda a África. No território da Tanzânia existem numerosos lagos, muito profundos, cuja origem está ligada às características tectónicas da região. O mais extenso é o lago Tanganica, que é também o mais fundo lago de água doce do continente. Outros lagos importantes são o lago Malawi e o lago Vitória, que banha também o Uganda e o Quénia.
Clima
O clima é tropical húmido no litoral e tropical modificado pela altitude no interior. A zona central é caracterizada por grandes períodos de seca que dificultam o cultivo da terra.

Economia
A economia assenta num sistema de agricultura de subsistência. A agricultura contribui com a maior parcela do Produto Interno Bruto. Desprovida de infraestruturas industriais, à exceção de uma mina de diamantes, os recursos minerais da Tanzânia são de má qualidade e não existe mão de obra qualificada. O Reino Unido, ex-potência colonizadora, não investiu no país, à exceção da cultura do sisal nas zonas costeiras. Os agricultores cultivam milho, algodão e café e os que ainda fazem parte de tribos nómadas dedicam-se à pastorícia. As ilhas de Zanzibar e Pemba são mais ricas do que o continente. Têm um solo fértil, produzem para exportação copra e fibra de coco e são dos maiores exportadores de cravinho. Os principais parceiros comerciais da Tanzânia são o Reino Unido, o Japão, a Índia e a Alemanha.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono não foi atribuído.

População
A população, em 2006, era de 37 445 392 habitantes. A densidade populacional é de 38,9 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 37,71% o e 16,39%o. A esperança média de vida é de 45,64 anos. Nem o valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) nem o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) foram atribuídos (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 59 840 000 habitantes. A população distribui-se por várias comunidades étnico-linguísticas, destacando-se os Nyamwezi e Sukuma (26%), os Suaílis (9%), os Haya (5%), os Hehet e Bena (5%), os Chagga (4%), os Gogo (4%) e os Macondes (4%). No plano religioso, a população reparte-se entre animistas (35%), muçulmanos (35%) e cristãos (30%). A língua nacional é o suaíli, que contribuiu fortemente para a coesão cultural e social do país. Existe mesmo uma literatura suaíli. O inglês é também língua oficial.

História
Foram os Árabes e os Persas os primeiros colonizadores do território nos séculos XVII e XVIII. O interior manteve-se inexplorado até ao século XIX. As primeiras expedições com fins comerciais foram comandadas por europeus. A Alemanha praticou uma política de administração direta. Na Primeira Grande Guerra, os Ingleses e os Alemães debateram-se pelo território. Londres iria passar a dominar o país. Viria a constituir-se um Estado soberano em 27 de abril de 1964 através da união dos estados do ex-Tanganica e do ex-sultanato de Zanzibar. A Tanzânia continental (ex-Tanganica) e a Tanzânia insular (ex-Zanzibar) conservaram instituições separadas. O processo de integração passou pela criação, em 1977, de um partido único, apesar de o Presidente da República ser eleito por sufrágio universal. O governo socialista enveredou por uma política de nacionalizações para controlar o aparelho produtivo.
Após a independência, foi considerado um dos países mais pobres do mundo.
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