Viktor Frankl

Psicólogo e psiquiatra austríaco, Viktor Emil Frankl nasceu a 26 de março de 1905, em Viena, e faleceu a 2 de setembro de 1997, em Viena.
Ainda muito jovem, começou a interessar-se por psicanálise e iniciou contactos com Sigmund Freud e, entre 1926 e 1927, fez parte do círculo de colaboradores de Alfred Adler. Frankl formou-se em Medicina (1930) e obteve o doutoramento em Filosofia (1949) pela Universidade de Viena, passando a trabalhar na área da Neurologia do Hospital de Viena. Em 1939, é designado diretor da clínica neurológica, ligada ao Hospital Rothschild de Viena, instituição patrocinada pela comunidade judaica. Em 1941, casou-se com Tilly Grosser e, em 1942, a esposa, pais e irmão foram deportados para campos de concentração e, posteriormente, mortos. Viktor Frankl permaneceu também durante três anos nos campos de Dachau e de Auschwitz. Em 1945, tornou-se chefe do Departamento de Neuropsiquiatria da Policlínica de Viena e, em 1947, casou-se com Eleonor Katharina Schwindt. A partir de 1952, começou a falar de psicologia, na Rádio Áustria e, em 1955, foi nomeado professor da Universidade de Viena, tendo sido solicitado, por mais de 200 universidades estrangeiras, como professor convidado e conferencista. Em 1957, viajou pela primeira vez para os Estados Unidos da América, onde assumiu cadeiras, como professor convidado, em diversas universidades, como Harvard, Stanford, Dallas, entre outras.
A partir das suas experiências nos campos de concentração nazis, Viktor Frankl criou um novo método terapêutico, a logoterapia, segundo a qual o ser humano por necessidade inconsciente de sobrevivência física e mental precisa de dar um sentido à vida. Para Frankl, o homem é um ser livre, cuja motivação principal não é o instinto do prazer (Freud), nem a vontade do poder (Adler), mas sim a vontade de encontrar um sentido para a vida. Para alcançá-lo, Frankl considerou que o percurso de vida passava por três grandes domínios: os valores experienciais, isto é, viver algo ou com alguém que se valoriza através do amor; os valores criativos, ou seja, o homem deve comprometer-se com o seu próprio projeto de vida, integrando ainda, na sua vida, a beleza da arte, música, escrita, entre outras artes; os valores atitudinais, que incluem virtudes, tais como a compaixão, a valentia, o sentido de humor e o sofrimento. Frankl entendia ainda que havia um outro sentido para a vida que não dependia daqueles domínios, nem dos projetos de vida de cada homem - o sentido espiritual. Numa clara referência a Deus, o existencialismo de Frankl é diferente do de Sartre.
Frankl publicou inúmeros artigos e vários livros e recebeu 29 doutoramentos Honoris Causa de universidades de todo o mundo. Foi distinguido com a Ordem de Mérito (1981) pela Áustria e com o título de Cidadão Ilustre da Cidade de Mendoza (1986), na Argentina.
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