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Australopithecus
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Grupo de hominídeos fósseis cujo primeiro exemplar representativo foi descoberto ocasionalmente em Taung, na África do Sul, em 1925, classificado como Australopithecus africanus e estudado por Raymond Dart. Atualmente conhecem-se sete espécies de Australopithecus: anamensis, africanus, bahrelghazali, afarensis, aethiopicus, robustus e boisei. Repartem-se geograficamente pela parte oriental da África subsariana, do Norte da Etiópia à África do Sul, e em menor número no Chade.
Ocuparam um período temporal que se estendeu de cerca de quatro milhões de anos a um pouco mais de um milhão de anos.
Uma das árvores de evolução genealógica mais recente, e que reúne mais consenso entre os investigadores, coloca o Australopithecus anamensis na base da linhagem evolutiva do género Homo e do Homem moderno. Esta árvore parece comprovar de igual modo que o Australopithecus aethiopicus não está na base evolutiva dos Australopithecus boisei e robustus.
Australopiteco, Museu da Ciência de Londres
Crânio de Australopiteco (cerca de 3 milhões de anos)
"Lucy", o nome do esqueleto de Australopiteco mais completo descoberto até hoje (modelo na exposição "A Aventura Humana")
As recentes investigações conduzidas sobre os restos fósseis exumados pelo paleontólogo britânico Ron Clarke em Sterkfontein (África do Sul), classificados com a designação StW573, concluíram que os Australopithecus herdaram o carácter bípede de um antepassado primata há cerca de 25 milhões de anos. Os trabalhos determinaram de igual modo que a quase totalidade dos Australopithecus conhecidos (exceção para o anamensis) não é integrável diretamente no processo evolutivo humano, resultando num braço paralelo, semelhante ao ocupado pelos atuais grandes primatas e pequenos macacos arborícolas, partilhando somente com o Homem o mesmo antepassado comum.
As características gerais dos Australopithecus são fundamentalmente as seguintes: bípede; pequeno tamanho, em redor de 1/1,5 m; cérebro mais volumoso (400 a 500 cm3); cavidade cerebral pouco elevada, muito estreita na região frontal, com um occipital anguloso; face muito saliente e maciça, proveniente da robustez das mandíbulas, maxilares e arcadas zygomáticas; pré-molares e molares provavelmente muito volumosos, mas de morfologia geral mais próxima do Homem que dos grandes símios; os incisivos e os caninos são de pequena proporção e estes últimos não ultrapassam muito o nível dimensional da restante dentição.
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Como referenciar
Porto Editora – Australopithecus na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-26 12:39:58]. Disponível em

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