Bubástis
Atual cidade egípcia de Tell Basta (perto de Zagazig), foi a antiga capital do XVIII nomos (não literalmente, "província", em grego; este termo em egípcio tinha correspondência com sepat) do Baixo Egito, então chamada, em egípcio antigo, de Per-Bastet. Ficava a leste do Delta, a Nordeste de Heliópolis. Como o seu nome egípcio designa, era um centro de culto a Bastet, deusa-gato, com corpo em forma de gata. Floresceu, Bubástis, desde a IV dinastia até ao período romano, ou seja, desde cerca de 2630 a. C. até ao fim do domínio romano no Egito, em 395 d. C. Chegou mesmo a ser capital do Egito (apesar de alguns autores defenderem que não, que continuou a sê-lo Mênfis, ou até Tanis), na XXII dinastia (c. 945-c. 715 a. C., no Terceiro Período Intermédio), cujos soberanos eram de origem líbia. O primeiro faraó desta dinastia, Chechonk I (945-924 a. C.) - filho de um dos chefes mercenários líbios da tribo dos Machauach – nasceu nesta cidade, tendo a dinastia por isso também recebido a designação de "dinastia de Bubástis", ou "dinastia líbia".
O principal monumento da cidade era um templo de granito vermelho em honra da deusa Bastet, o qual foi mencionado pelo historiador grego Heródoto nas suas memórias de viagem pelo Egito, no século V a. C. Também na cidade existiam vários cemitérios para os gatos sagrados da deusa, nas partes norte e leste de Bubástis, que foi escavada em finais do século XIX por Edouard Naville, cujas campanhas confirmaram, em grande parte, as descrições de Heródoto. As escavações até aos dias de hoje não revelaram ainda as antigas excelências de Bubástis, ainda que vários templos e cemitérios, como se disse, tenham sido exumados pelos arqueólogos. Templos em honra também de Atum, por exemplo, além de Mihos, um deus "menor" dos Antigos Egípcios. Joias, utensílios vários, cerâmicas, entre outros artefactos, têm revelado o esplendor da antiga cidade, mesmo durante o período "líbio", em que conheceu o seu auge, principalmente nos reinados de Osorkon I (924-889 a. C.) e Osorkon II (874-850 a. C.).
O principal monumento da cidade era um templo de granito vermelho em honra da deusa Bastet, o qual foi mencionado pelo historiador grego Heródoto nas suas memórias de viagem pelo Egito, no século V a. C. Também na cidade existiam vários cemitérios para os gatos sagrados da deusa, nas partes norte e leste de Bubástis, que foi escavada em finais do século XIX por Edouard Naville, cujas campanhas confirmaram, em grande parte, as descrições de Heródoto. As escavações até aos dias de hoje não revelaram ainda as antigas excelências de Bubástis, ainda que vários templos e cemitérios, como se disse, tenham sido exumados pelos arqueólogos. Templos em honra também de Atum, por exemplo, além de Mihos, um deus "menor" dos Antigos Egípcios. Joias, utensílios vários, cerâmicas, entre outros artefactos, têm revelado o esplendor da antiga cidade, mesmo durante o período "líbio", em que conheceu o seu auge, principalmente nos reinados de Osorkon I (924-889 a. C.) e Osorkon II (874-850 a. C.).
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Como referenciar
Bubástis na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$bubastis [visualizado em 2026-06-17 21:23:11].
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