Ciro Alegría
Jornalista, político e contista peruano, Ciro Alegría nasceu a 4 de novembro de 1909, em Sartimbanba, na bacia do rio Marañón, filho de pai mestiço de espanhol e de indígena e de mãe meio irlandesa, meio espanhola. Dizia-se que o seu avô, Diego Lynch, havia feito e perdido fortuna nas extrações de minério.
Teve como seu primeiro professor o poeta César Vallejo. Começou a trabalhar, no fim da década de 20, primeiro como repórter, depois no ramo da construção civil e no planeamento rodoviário.
No ano de 1930, Ciro Alegría não só regressou ao jornal El Norte, no qual tinha já colaborado, como se matriculou na Universidade de Trujillo, nunca tendo chegado a conseguir um diploma. Também nesse ano se juntou ao movimento Aprista, um partido político expressamente orientado para uma reforma social e económica, com vista a melhorar as condições de vida da maioria indígena. O seu ativismo levou-o ao calabouço duas vezes, uma das quais na El Sixto, famosa prisão da cidade de Lima, e ao exílio, para o Chile, em 1934.
Escrevendo contos para um jornal de Buenos Aires, Alegría acabou por desenvolvê-los no formato de um romance, La Serpiente de Oro (1935, A Serpente de Ouro), cuja ação decorria entre as populações do rio Marañón da sua meninice. Seguiu-se-lhe Los Perros Hambrientos (1938, Os Cães Esfaimados), em que revelava as vicissitudes da vida dos pastores nas montanhas do Norte do Perú.
Em 1941 publicou a obra considerada mais importante na sua carreira, El Mundo Es Ancho Y Ajeno (O Mundo é Amplo e Alheio), que contava a história de uma tribo indígena e de como a sua vida harmoniosa e geocêntrica foi ameaçada pela ganância de um poderoso rancheiro. Face à revolta dos índios, ao verem as suas terras expropriadas, o latifundiário recorre aos trâmites legais, que o apoiam, pouco se importando com o valor da vida humana. O manuscrito venceu um concurso patrocinado pela União Pan-Americana e a obra foi publicada nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países.
Entre 1941 e 1948, Alegría viveu em Nova Iorque. Lecionou na Universidade de Porto Rico e, em 1957, pôde regressar ao Perú, onde se juntou ao partido Acción Popular que havia levado Belaúnde Terry à Presidência da República. Foi eleito deputado em 1963.
Faleceu de morte súbita, aos 57 anos de idade, em Trujillo, a 17 de fevereiro de 1967.
Teve como seu primeiro professor o poeta César Vallejo. Começou a trabalhar, no fim da década de 20, primeiro como repórter, depois no ramo da construção civil e no planeamento rodoviário.
No ano de 1930, Ciro Alegría não só regressou ao jornal El Norte, no qual tinha já colaborado, como se matriculou na Universidade de Trujillo, nunca tendo chegado a conseguir um diploma. Também nesse ano se juntou ao movimento Aprista, um partido político expressamente orientado para uma reforma social e económica, com vista a melhorar as condições de vida da maioria indígena. O seu ativismo levou-o ao calabouço duas vezes, uma das quais na El Sixto, famosa prisão da cidade de Lima, e ao exílio, para o Chile, em 1934.
Escrevendo contos para um jornal de Buenos Aires, Alegría acabou por desenvolvê-los no formato de um romance, La Serpiente de Oro (1935, A Serpente de Ouro), cuja ação decorria entre as populações do rio Marañón da sua meninice. Seguiu-se-lhe Los Perros Hambrientos (1938, Os Cães Esfaimados), em que revelava as vicissitudes da vida dos pastores nas montanhas do Norte do Perú.
Em 1941 publicou a obra considerada mais importante na sua carreira, El Mundo Es Ancho Y Ajeno (O Mundo é Amplo e Alheio), que contava a história de uma tribo indígena e de como a sua vida harmoniosa e geocêntrica foi ameaçada pela ganância de um poderoso rancheiro. Face à revolta dos índios, ao verem as suas terras expropriadas, o latifundiário recorre aos trâmites legais, que o apoiam, pouco se importando com o valor da vida humana. O manuscrito venceu um concurso patrocinado pela União Pan-Americana e a obra foi publicada nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países.
Entre 1941 e 1948, Alegría viveu em Nova Iorque. Lecionou na Universidade de Porto Rico e, em 1957, pôde regressar ao Perú, onde se juntou ao partido Acción Popular que havia levado Belaúnde Terry à Presidência da República. Foi eleito deputado em 1963.
Faleceu de morte súbita, aos 57 anos de idade, em Trujillo, a 17 de fevereiro de 1967.
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Como referenciar
Ciro Alegría na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ciro-alegria [visualizado em 2026-07-21 17:07:41].
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