Couto de Magalhães
General e escritor brasileiro, José Vieira Couto de Magalhães nasceu a 1 de novembro de 1837, em Diamantina, em Minas Gerais (Brasil).
Estudou provavelmente no Seminário de Mariana e, mais tarde, na Academia de Direito, em São Paulo. Em 1860, foi secretário do Governo de Minas Gerais e, posteriormente, Presidente das Províncias de Goiás, Pará e Mato Grosso, como simpatizante do Partido Liberal. Participou na Guerra do Paraguai, sobretudo na batalha da reconquista de Corumbá, em consequência da qual recebeu do governo imperial o título de Barão de Corumbá, título que recusou, por preferir o de General Brigadeiro (distinção atribuída raramente a civis). Fundou o Clube de Caça e de Pesca de São Paulo e organizou a Sociedade Paulista de Imigração. Foi precursor na navegação dos rios Araguaia e Tocantins, criando estradas e pontes que permitiram que o comércio e a civilização chegassem àquela zona do sertão.
Couto Magalhães investigou ativamente não só o folclore do Brasil e as línguas estrangeiras e indígenas, como também a astronomia, a física e a mecânica, tendo sido doados, ao Instituto Politécnico de São Paulo, os instrumentos que utilizou para as suas experiências científicas. Participou em vários jornais, como o Jornal do Comércio e o Diário Popular. Das suas obras, destacam-se: o tratado O Selvagem, escrito para a Exposição de Filadélfia, em 1876, a pedido de D. Pedro II; Viagem ao Araguaia; Os Guaianases ou a Fundação de São Paulo; e Anchieta e as Línguas Indígenas, por ocasião do terceiro centenário do jesuíta.
Em 1893, por altura do governo de Floriano Peixoto, Couto de Magalhães foi preso por ter doado parte da sua fortuna para a criação de um hospital que acolhesse os revoltosos da Armada e do Rio Grande do Sul. Durante a sua prisão, o estado de saúde enfraqueceu e foi-lhe cedida uma autorização para viajar até à Europa, em tratamento. Regressou ao Brasil, aos 61 anos de idade.
Couto de Magalhães faleceu a 14 de setembro de 1898. Os seus restos mortais repousam no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Em 1962, foi substituído o nome da cidade natal do escritor, Diamantina, pelo nome Couto de Magalhães de Minas. É patrono da cadeira n.º 31 da Academia Tocantinense de Letras.
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