Forte de S. Julião da Barra
No enfiamento da costa que contorna o estuário do Tejo, sobranceiro ao local onde o rio se reencontra com o mar, ergue-se em Oeiras o poderoso Forte de S. Julião da Barra, uma das mais importantes e perfeitas praças militares quinhentistas da artilharia pirobalística portuguesa.
Atribuído ao arquiteto italiano Leonardo Torriano, a sua edificação iniciou-se em 1556, no reinado de D. João III, prosseguindo no tempo de D. Sebastião, que o marcou com as suas armas, e do Cardeal D. Henrique. O forte mereceu plena atenção da dinastia filipina, concluindo-se a empreitada apenas no século XVII, no reinado de D. João IV, altura em que se construíram o sólido revelim e se ampliou o seu perímetro defensivo.
S. Julião da Barra integrava o sistema defensivo da foz do Tejo, conjuntamente com o fronteiro Forte de S. Lourenço, implantado no pequeno ilhéu do Bugio. Um profundo e largo fosso isola o forte da zona envolvente, estando somente ligado por uma ponte de alvenaria. Angulosas, robustas e altas muralhas conferem-lhe fortaleza. Poderosos baluartes, largas e amplas rampas, caminhos de ronda e grandes esplanadas de baterias, dispostas a vários níveis, estabelecem uma complexa planta poligonal. A massa geométrica e recortada dos baluartes de El-Rei D. Fernando e de Sto. António sobressaem pela sua imponência e espetacularidade.
No reinado de D. José I acrescentou-se a altaneira torre do farol, ladeada pelos antigos alojamentos da guarnição do forte. No subsolo da construção destaca-se a magnífica cisterna, construída com abóbadas de aresta que assentam sobre grossos pilares.
As antigas casamatas serviram, em determinadas épocas, como celas prisionais. Por ordem expressa do marquês de Pombal em 1759, nelas estiveram encerrados 124 jesuítas. Partidários de D. Miguel e de D. Pedro usaram-na, alternadamente, como prisão dos seus adversários. As últimas missões militares de S. Julião da Barra aconteceram entre 1831 e 1833, na luta fracticida entre absolutistas e liberais. A partir desta data, a fortaleza silenciaria todas as suas peças de artilharia.
Atribuído ao arquiteto italiano Leonardo Torriano, a sua edificação iniciou-se em 1556, no reinado de D. João III, prosseguindo no tempo de D. Sebastião, que o marcou com as suas armas, e do Cardeal D. Henrique. O forte mereceu plena atenção da dinastia filipina, concluindo-se a empreitada apenas no século XVII, no reinado de D. João IV, altura em que se construíram o sólido revelim e se ampliou o seu perímetro defensivo.
S. Julião da Barra integrava o sistema defensivo da foz do Tejo, conjuntamente com o fronteiro Forte de S. Lourenço, implantado no pequeno ilhéu do Bugio. Um profundo e largo fosso isola o forte da zona envolvente, estando somente ligado por uma ponte de alvenaria. Angulosas, robustas e altas muralhas conferem-lhe fortaleza. Poderosos baluartes, largas e amplas rampas, caminhos de ronda e grandes esplanadas de baterias, dispostas a vários níveis, estabelecem uma complexa planta poligonal. A massa geométrica e recortada dos baluartes de El-Rei D. Fernando e de Sto. António sobressaem pela sua imponência e espetacularidade.
As antigas casamatas serviram, em determinadas épocas, como celas prisionais. Por ordem expressa do marquês de Pombal em 1759, nelas estiveram encerrados 124 jesuítas. Partidários de D. Miguel e de D. Pedro usaram-na, alternadamente, como prisão dos seus adversários. As últimas missões militares de S. Julião da Barra aconteceram entre 1831 e 1833, na luta fracticida entre absolutistas e liberais. A partir desta data, a fortaleza silenciaria todas as suas peças de artilharia.
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Como referenciar
Forte de S. Julião da Barra na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$forte-de-s.-juliao-da-barra [visualizado em 2026-06-06 04:08:13].
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