geossinclinal
Na década de 1850, o geólogo americano James Hall estudou os estratos do setor norte dos Montes Apalaches. Baseando-se nos princípios da sobreposição e da continuidade, Hall reconstruiu a série total de estratos depositados naquela região durante a Era Paleozoica. Conseguiu determinar onde os estratos eram mais espessos e como se alterava a sua espessura ao longo do seu perfil transversal. Concluiu que, para um dado período geológico, os estratos marinhos se tinham depositado numa depressão que se afundava lentamente. Apesar da depressão se afundar, a água do mar mantinha-se pouca profunda porque a taxa de deposição dos sedimentos era idêntica à taxa de subsidência cortical. Este fenómeno acontece nas grandes bacias sedimentares. Contudo, no acidente observado por Hall, ao contrário de uma bacia com grande superfície, tratava-se de um sulco comprido e estreito, muito mais comprido que estreito.
Em 1873, o professor da Universidade de Yale James D. Dana confirmou a interpretação de Hall e denominou geossinclinal o sulco com subsidência. O prefixo geo- significa que o sinclinal é de dimensões muito maiores comparadas com os sinclinais produzidos por pressão compressiva dos estratos.
Desde a época de Hall e Dana até ao final da década de 1930 e princípio dos anos 40, os estudos dos geossinclinais baseavam-se quase integralmente em rochas sedimentares e metamórficas antigas que afloravam nos continentes, mais do que nos geossinclinais atuais onde tem lugar a sedimentação. É bom lembrar que os métodos de reflexão e refração sísmicas utilizados na exploração subsuperficial ainda não se encontravam totalmente desenvolvidos e não se utilizavam de maneira generalizada.
Um dos dogmas fundamentais do modelo clássico de geossinclinal era que o período de sedimentação sempre terminava em orogenia, a qual destruía o geossinclinal e criava um cinturão de dobras e cavalgamentos. Esta vinculação conceptual entre geossinclinais e orogenias era muito aceite no mundo científico. Supunha-se que cada cinturão de estratos dobrados se teria originado como geossinclinal. Este conceito implicava que a orogenia só se produzia onde tivesse ocorrido uma deposição geossinclinal.
A grande revolução geológica que se iniciou nos anos 60 provocou alterações no conceito clássico de geossinclinal. Alguns geólogos procuraram encaixar na tectónica de placas as diferentes formas e variedades de geossinclinais. Outros geólogos tentaram destruir o modelo clássico, incluindo abandonar o termo geossinclinal. Todo o problema se debateu numa importante conferência de geólogos realizada em 1969 em Asilomar, na Califórnia.
A nova definição de geossinclinal é uma formulação de sentido amplo. Um geossinclinal é uma formação sedimentar espessa que se acumula rapidamente, numa depressão larga e com grande comprimento e geralmente paralela à margem da litosfera continental.
Um geossinclinal pode acumular-se num sulco ou fossa limitada por taludes ascendentes dos dois lados, ou pode acumular-se num talude com inclinação suave situado no contacto entre a litosfera continental e a litosfera oceânica. Os sedimentos de um geossinclinal podem depositar-se em água marinha pouco profunda, nos fundos oceânicos profundos ou acumular-se como depósitos continentais numa superfície emersa acima do nível do mar.
Em 1873, o professor da Universidade de Yale James D. Dana confirmou a interpretação de Hall e denominou geossinclinal o sulco com subsidência. O prefixo geo- significa que o sinclinal é de dimensões muito maiores comparadas com os sinclinais produzidos por pressão compressiva dos estratos.
Desde a época de Hall e Dana até ao final da década de 1930 e princípio dos anos 40, os estudos dos geossinclinais baseavam-se quase integralmente em rochas sedimentares e metamórficas antigas que afloravam nos continentes, mais do que nos geossinclinais atuais onde tem lugar a sedimentação. É bom lembrar que os métodos de reflexão e refração sísmicas utilizados na exploração subsuperficial ainda não se encontravam totalmente desenvolvidos e não se utilizavam de maneira generalizada.
Um dos dogmas fundamentais do modelo clássico de geossinclinal era que o período de sedimentação sempre terminava em orogenia, a qual destruía o geossinclinal e criava um cinturão de dobras e cavalgamentos. Esta vinculação conceptual entre geossinclinais e orogenias era muito aceite no mundo científico. Supunha-se que cada cinturão de estratos dobrados se teria originado como geossinclinal. Este conceito implicava que a orogenia só se produzia onde tivesse ocorrido uma deposição geossinclinal.
A grande revolução geológica que se iniciou nos anos 60 provocou alterações no conceito clássico de geossinclinal. Alguns geólogos procuraram encaixar na tectónica de placas as diferentes formas e variedades de geossinclinais. Outros geólogos tentaram destruir o modelo clássico, incluindo abandonar o termo geossinclinal. Todo o problema se debateu numa importante conferência de geólogos realizada em 1969 em Asilomar, na Califórnia.
A nova definição de geossinclinal é uma formulação de sentido amplo. Um geossinclinal é uma formação sedimentar espessa que se acumula rapidamente, numa depressão larga e com grande comprimento e geralmente paralela à margem da litosfera continental.
Um geossinclinal pode acumular-se num sulco ou fossa limitada por taludes ascendentes dos dois lados, ou pode acumular-se num talude com inclinação suave situado no contacto entre a litosfera continental e a litosfera oceânica. Os sedimentos de um geossinclinal podem depositar-se em água marinha pouco profunda, nos fundos oceânicos profundos ou acumular-se como depósitos continentais numa superfície emersa acima do nível do mar.
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Como referenciar
geossinclinal na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$geossinclinal [visualizado em 2026-06-11 14:12:01].
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