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Henry van de Velde
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Arquiteto belga, Henry Clemens van de Velde nasceu em 1863, em Antuérpia. Estudou pintura na Academia de Belas-Artes de Antuérpia, desde 1880, e, em 1884, deslocou-se para Paris para estudar com Carolos Duran.
O seu primeiro trabalho como arquiteto foi o projeto da sua própria casa, construída próximo de Bruxelas em 1895. Tornou-se conhecido com a remodelação interior do Museu Folkwang, em Hagen, realizada entre 1897 e 1902, no qual recorreu a uma gramática próxima do movimento da Arte Nova, baseada em formas orgânicas e curvilíneas, de que se destaca a escadaria principal.
Uma das obras marcantes do período de maturidade do artista, foi o edifício da Academia das Belas-Artes de Weimar, projetado entre 1904 e 1911. Na fachada do edifício, estruturada pelas janelas das salas de desenho, de grande dimensão, destaca-se o pormenor compositivo do remate superior do volume e da solução de continuidade entre o plano da fachada e o telhado através da quebra das janelas.
A partir de 1917, ano em que se instalou na Suíça, Van de Velde iniciou um período de inúmeras viagens e deslocações por toda a Europa. Em 1921, foi viver para a Holanda (onde projeta o Rijksmuseum de Otterlo), depois estabeleceu-se em Bruxelas e, em 1947, retorna à Suíça.
Marcantes projetos de teatros que realizou: o anteprojeto do teatro dos Campos Elísios em Paris (que passou para Perret) e do Deutscher Werkbund; foi o responsável pelo projeto do teatro da Exposição do Deutscher Werkbund, um edifício com formas curvas que exploram as qualidades figurativas dos volumes e das formas.
Van de Velde foi também autor de peças de mobiliário, em estilo Arte Nova, tendo fundado em 1898 uma empresa para a sua produção e comercialização.
Desenvolveu também uma importante atividade teórica e pedagógica, assumindo um papel fundamental na consolidação da linguagem modernista e na sua transmissão à nova geração de arquitetos ligados. Em 1901, tornou-se consultor de arte em Weimar, sendo, a partir de 1904, diretor da Academia das Belas-Artes de Weimar, onde recupera o espírito das Arts and Crafts inglesas, centrado na figura de William Morris. Enquanto membro da associação alemã Deutscher Werkbund protagonizou a famosa polémica que, no Congresso de Colónia de 1914, opôs o ideal da produção artesanal ao modelo da produção industrial tipificada, defendida por Muthesius.
Foi diretor do Instituto Superior de Arquitetura e de Artes Decorativas de Bruxelas, desde 1935 e ensinou na universidade de Gant entre 1925 e 1936.
Henry Van de Velde morreu em 1957, em Zurique, na Suíça.
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Henry van de Velde na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$henry-van-de-velde [visualizado em 2026-06-05 23:53:45].
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