Libertação de Berlim
A partir de 1944, a Europa nazi começa a perder terreno, iniciando-se o ocaso de um fatídico "império do mal" no Velho Continente.
A oeste, os Aliados avançam rapidamente no verão de 1944, apenas enfrentando a contraofensiva alemã das Ardenas em dezembro do mesmo ano. Porém, no começo do ano seguinte, os nazis recuam já na própria Alemanha. A sul, a Itália está já perdida desde 1944 e, a leste, o Exército Vermelho avança imparável, estando, em janeiro de 1945, junto à Polónia, ocupando ainda a Prússia oriental alemã.
Viena é tomada em abril. A 16 deste mês, a aviação soviética ataca Berlim. Hitler grita: "É preciso salvar Berlim, nada de derrotas; o inimigo será arrasado." Contudo, nada pode fazer perante as 180 divisões, 41 000 peças de artilharia (os célebres "órgãos de Estaline"), 6300 tanques, uma frente de 400 km, dos generais Rokossovski, Jukov e Koniev.
Jukov ataca por Küstrin, a norte de Berlim, a 12 de abril, e Koniev ao sul, pelo rio Neisse. Travado nos primeiros dias, o ataque prossegue depois no sul. A 19, apesar da utilização de blindados, o IX Exército alemão é desarticulado e bloqueado. Jukov está a 20 km de Berlim, esboçando-se um cerco russo a norte e sul da grande capital alemã. Hitler proíbe qualquer desmobilização para impedir o avanço inimigo.
A 24 de abril, completa-se o cerco a Berlim. Cercam a cidade 25 000 canhões russos, sob comando de Voronov, cerca de 600 por quilómetro. Sobre a cidade chovem 25 000 toneladas de obuses e bombas de forma contínua e destruidora, arrasando a cidade a todos os níveis, mesmo moral e psicologicamente. Começa, então, a batalha das ruas, cujas barricadas são suplantadas pelos carros de assalto russos. O poder de Hitler estende-se, agora, apenas a alguns metros quadrados de um bunker subterrâneo, onde provavelmente se suicidou a 30 de abril. Caía a capital do "Reich dos Mil Anos" com que Hitler sonhava apoteoticamente.
A 2 de maio, o General Weidling entrega a Tchnikov, o defensor de Estalinegrado, os 70 000 sobreviventes de Berlim. Depois de Praga e Viena, toda a Europa Central e Oriental estava nas mãos dos russos.
A cidade foi, posteriormente, dividida em quatro setores de ocupação: americanos, franceses, ingleses e russos, que acabaram por administrá-los separadamente até 1948, quando os três primeiros são unificados. Os russos respondem com a formação de um bloqueio de Berlim em 1949, isolando o setor ocidental. Berlim oriental, controlada pelos soviéticos, passa então a ser a capital da República Democrática Alemã, comunista.
A oeste, os Aliados avançam rapidamente no verão de 1944, apenas enfrentando a contraofensiva alemã das Ardenas em dezembro do mesmo ano. Porém, no começo do ano seguinte, os nazis recuam já na própria Alemanha. A sul, a Itália está já perdida desde 1944 e, a leste, o Exército Vermelho avança imparável, estando, em janeiro de 1945, junto à Polónia, ocupando ainda a Prússia oriental alemã.
Viena é tomada em abril. A 16 deste mês, a aviação soviética ataca Berlim. Hitler grita: "É preciso salvar Berlim, nada de derrotas; o inimigo será arrasado." Contudo, nada pode fazer perante as 180 divisões, 41 000 peças de artilharia (os célebres "órgãos de Estaline"), 6300 tanques, uma frente de 400 km, dos generais Rokossovski, Jukov e Koniev.
Jukov ataca por Küstrin, a norte de Berlim, a 12 de abril, e Koniev ao sul, pelo rio Neisse. Travado nos primeiros dias, o ataque prossegue depois no sul. A 19, apesar da utilização de blindados, o IX Exército alemão é desarticulado e bloqueado. Jukov está a 20 km de Berlim, esboçando-se um cerco russo a norte e sul da grande capital alemã. Hitler proíbe qualquer desmobilização para impedir o avanço inimigo.
A 24 de abril, completa-se o cerco a Berlim. Cercam a cidade 25 000 canhões russos, sob comando de Voronov, cerca de 600 por quilómetro. Sobre a cidade chovem 25 000 toneladas de obuses e bombas de forma contínua e destruidora, arrasando a cidade a todos os níveis, mesmo moral e psicologicamente. Começa, então, a batalha das ruas, cujas barricadas são suplantadas pelos carros de assalto russos. O poder de Hitler estende-se, agora, apenas a alguns metros quadrados de um bunker subterrâneo, onde provavelmente se suicidou a 30 de abril. Caía a capital do "Reich dos Mil Anos" com que Hitler sonhava apoteoticamente.
A 2 de maio, o General Weidling entrega a Tchnikov, o defensor de Estalinegrado, os 70 000 sobreviventes de Berlim. Depois de Praga e Viena, toda a Europa Central e Oriental estava nas mãos dos russos.
A cidade foi, posteriormente, dividida em quatro setores de ocupação: americanos, franceses, ingleses e russos, que acabaram por administrá-los separadamente até 1948, quando os três primeiros são unificados. Os russos respondem com a formação de um bloqueio de Berlim em 1949, isolando o setor ocidental. Berlim oriental, controlada pelos soviéticos, passa então a ser a capital da República Democrática Alemã, comunista.
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Como referenciar
Libertação de Berlim na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$libertacao-de-berlim [visualizado em 2026-06-08 00:23:04].
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