metais e ciclos biogeoquímicos
Os ciclos biogeoquímicos controlam, em grande parte, as condições de vida dos humanos que, por sua vez, atuam sobre os equilíbrios frágeis que as regulam. A atuação do homem está presente, por exemplo, no consequente aumento do efeito de estufa e nas chuvas ácidas.
Para participar nos ciclos biogeoquímicos, é preciso que um metal esteja disponível e que tenha sido mobilizado, isto é, tenha experimentado transformações que permitam o seu transporte a partir do local onde se tenha depositado. A disponibilidade do mineral depende da sua estabilidade e da sua quantidade. A sua mobilização é, em geral, o resultado da erosão química, que altera as rochas originando compostos mais móveis, e da atividade biológica.
O crescimento de raízes alarga mecanicamente as fendas das rochas e expõe novas e maiores superfícies à erosão química. As interações entre as soluções do solo e as plantas modificam o pH das águas, a sua composição química e a sua reatividade. A atividade vulcânica contribui para mobilizar os materiais mais voláteis, como chumbo, cádmio, arsénio e mercúrio, retirando os metais de reservatórios profundos e lançando-os na atmosfera.
Os metais desempenham um papel fundamental em numerosos sistemas enzimáticos, embora todos sejam tóxicos. Os micro-organismos transformam os compostos metálicos orgânicos ou inorgânicos em formas solúveis que são facilmente transportadas através das porções aquáticas dos ecossistemas ou são facilmente absorvidas pelas plantas.
A atividade humana tem contribuído cada vez mais para a mobilização dos metais. Por exemplo, a combustão do carvão liberta cinzas muito enriquecidas em metais como o arsénio, cádmio, cobalto, crómio, cobre, selénio, crómio e zinco, etc.
Alguns deles encontram-se nas mais pequenas partículas que se libertam pelas chaminés e são transportadas pelos ventos atmosféricos a grandes distâncias. Pela ação das águas, que localmente podem ser soluções com um largo espetro de pH (4 a 13), os metais são mais facilmente solubilizados, aumentando, assim, a sua capacidade de transporte e mobilização para os cursos de água, para a atmosfera e para os sedimentos.
Os ciclos biogeoquímicos são extremamente complexos e controlam, em grande parte, as condições de vida dos humanos. As atividades humanas perturbam os equilíbrios frágeis que as regulam. As suas consequências são visíveis: aumento do efeito de estufa, alteração do poder oxidante da atmosfera, chuvas ácidas, baixa qualidade da água potável e diminuição da camada de ozono que protege todos os seres vivos da radiação ultravioleta.
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