Questão de Jerusalém
A cidade de Jerusalém pertenceu sucessivamente a Judeus, Romanos, Persas, Árabes, Mongóis, Turcos, entre outros povos. Porém, é no século XX que a questão da posse de Jerusalém conhece momentos mais atribulados.
A 2 de novembro de 1917, a Declaração Balfour surge com a intenção de criar uma pátria judaica na Palestina.
Em 1922, a Sociedade das Nações (SDN) confia à Grã-Bretanha um mandato sobre a Palestina.
Desde 1918, surgem novos bairros judeus em Jerusalém (Talpiyot, Rehavia, Beit-Hakerem), no Oeste e Sul da cidade, que contrastam com o Mea Sharim, no Centro, e o dos Bukariens, no Norte. Esta implantação judia provoca reações árabes (1920 a 1928). Os Ingleses começam, então, a refrear a imigração judaica, para além de nomearem para grande mufti (guardião da lei corânica) de Jerusalém o radical Hadjdj Amin al-Husayni.
Em 1933, o nazismo e os refugiados na Europa Central não fizeram os Ingleses mudar a sua política, cada vez mais conducente a uma divisão da Palestina, em que Jerusalém devia ficar sobre a linha fronteiriça, como cidade aberta.
No após-guerra, os Ingleses quiseram limitar a entrada na Palestina a numerosos refugiados judeus dos campos de extermínio. As reivindicações árabes continuaram a subir de tom, o que fez com que ambas as comunidades atacassem o Governo britânico.
A 22 de julho de 1946, um ataque bombista levado a cabo por judeus contra a sede da Administração britânica faz estalar o conflito. A ONU intervém, a pedido inglês, nomeando uma comissão que preconiza a divisão da Palestina e a internacionalização de Jerusalém. Os Judeus aceitam, mas os Árabes não, apoiados pelos Estados vizinhos. Duros combates rebentam na cidade.
A 14 de maio de 1948, dá-se a independência de Israel, que toma conta da cidade nova de Jerusalém, ao passo que a parte velha é anexada pela Transjordânia árabe. Os Jordanos proíbem então o acesso à sua zona por judeus, que ficam assim privados dos seus lugares santos. Na zona judaica há uma forte implantação populacional. Muitos ministérios israelitas passam para Jerusalém.
Em 1964, o Papa Paulo VI encontra-se com o patriarca de Constantinopla, Atanágoras I, e com Zalam Shazar, presidente de Israel, para tentar obter a paz naquela cidade sagrada para vários credos.
Entre 5 e 10 de junho de 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a cidade velha é ocupada, intacta, por Israel e é declarada capital do Estado judeu, ação condenada pela ONU. Israel permite às três religiões o livre acesso aos seus lugares santos ainda nesse ano, questão polémica que não agrada a todas da mesma forma.
Durante os anos 70, acontece a reedificação de Jerusalém segundo um Comité Internacional. Mas os conflitos e tensões entre Árabes e Judeus ainda se mantêm hoje, continuando aqueles a reivindicar a Jerusalém oriental.
A 2 de novembro de 1917, a Declaração Balfour surge com a intenção de criar uma pátria judaica na Palestina.
Em 1922, a Sociedade das Nações (SDN) confia à Grã-Bretanha um mandato sobre a Palestina.
Desde 1918, surgem novos bairros judeus em Jerusalém (Talpiyot, Rehavia, Beit-Hakerem), no Oeste e Sul da cidade, que contrastam com o Mea Sharim, no Centro, e o dos Bukariens, no Norte. Esta implantação judia provoca reações árabes (1920 a 1928). Os Ingleses começam, então, a refrear a imigração judaica, para além de nomearem para grande mufti (guardião da lei corânica) de Jerusalém o radical Hadjdj Amin al-Husayni.
Em 1933, o nazismo e os refugiados na Europa Central não fizeram os Ingleses mudar a sua política, cada vez mais conducente a uma divisão da Palestina, em que Jerusalém devia ficar sobre a linha fronteiriça, como cidade aberta.
No após-guerra, os Ingleses quiseram limitar a entrada na Palestina a numerosos refugiados judeus dos campos de extermínio. As reivindicações árabes continuaram a subir de tom, o que fez com que ambas as comunidades atacassem o Governo britânico.
A 22 de julho de 1946, um ataque bombista levado a cabo por judeus contra a sede da Administração britânica faz estalar o conflito. A ONU intervém, a pedido inglês, nomeando uma comissão que preconiza a divisão da Palestina e a internacionalização de Jerusalém. Os Judeus aceitam, mas os Árabes não, apoiados pelos Estados vizinhos. Duros combates rebentam na cidade.
A 14 de maio de 1948, dá-se a independência de Israel, que toma conta da cidade nova de Jerusalém, ao passo que a parte velha é anexada pela Transjordânia árabe. Os Jordanos proíbem então o acesso à sua zona por judeus, que ficam assim privados dos seus lugares santos. Na zona judaica há uma forte implantação populacional. Muitos ministérios israelitas passam para Jerusalém.
Em 1964, o Papa Paulo VI encontra-se com o patriarca de Constantinopla, Atanágoras I, e com Zalam Shazar, presidente de Israel, para tentar obter a paz naquela cidade sagrada para vários credos.
Entre 5 e 10 de junho de 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a cidade velha é ocupada, intacta, por Israel e é declarada capital do Estado judeu, ação condenada pela ONU. Israel permite às três religiões o livre acesso aos seus lugares santos ainda nesse ano, questão polémica que não agrada a todas da mesma forma.
Durante os anos 70, acontece a reedificação de Jerusalém segundo um Comité Internacional. Mas os conflitos e tensões entre Árabes e Judeus ainda se mantêm hoje, continuando aqueles a reivindicar a Jerusalém oriental.
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Como referenciar
Questão de Jerusalém na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$questao-de-jerusalem [visualizado em 2026-06-06 21:15:51].
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