Ruy Duarte de Carvalho
Escritor angolano, Ruy Alberto Duarte Gomes de Carvalho, nascido em 1941, em Portugal, não é só angolano por opção de cidadania; é angolano, sobretudo, por sentimento. Nasceu em Portugal, chega a Angola em 1953 e ainda bastante jovem (aos 23 anos) opta por se radicar definitivamente naquele país. Faleceu a 12 de agosto de 2010, na Namíbia.
Em 1963 - altura em que opta definitivamente pelas terras angolanas - depara-se com uma situação política, social e cultural bastante "explosiva": época em que a luta armada atua em plena força. Como tal, a sua produção literária, envolta em tal ambiente de guerrilha, desde logo começa por manifestar plenos traços de literatura de combate.
É uma época propícia a uma literatura de intervenção e Ruy Duarte de Carvalho assim se assumiu em tudo o que produzia: a sua poesia servia de denúncia, de arma de luta, de meio de combate contra uma série de injustiças, de incongruências e incompreensões há muito sentidas pelo povo que Ruy Duarte de Carvalho agora sentia como seu.
É comum encontrarmos na sua poesia, e mesmo na sua narrativa, a exposição de problemas, preocupações e situações vividas em Angola. A intenção era agora falar dos temas fundamentais que até então tinham sido "abafados", disfarçados, omitidos. A obra de Ruy Duarte de Carvalho não é das mais extensas mas é, sem dúvida, bastante produtiva no sentido de dar a conhecer realidades existentes.
Como qualquer literatura de combate, o texto aparece-nos com recursos permanentes a simbologias e metaforizações, obviamente provocadas pela falta de segurança reinante e pelo clima repressivo que obrigava a expor as situações de forma pouco percetível para o colonizador mas bastante clara para a população-alvo: o povo angolano. Daí que seja frequente encontrarmos no texto deste autor palavras e imagens simbólicas que sirvam e signifiquem realidades bem diferentes.
Ao contrário de muitos outros autores da mesma época e da mesma geração, Ruy Duarte de Carvalho não nos refere o meio urbano, as cidades, os grandes aglomerados - de gente e de problemas. Opta, antes, pela paisagem telúrica, por significados da terra, pelas paisagens do campo. A terra é, para ele, o chão onde está a força. É no campo que existe e onde se verifica uma maior solidariedade: entre as pessoas e das pessoas para com a própria terra onde vivem. É aí que reside a maior e mais forte união. É o local onde mais foram protegidas as tradições de vida em comunidade. Entender o chão, entender a terra significa para Ruy Duarte de Carvalho conhecer Angola e saber por que lutar e onde ir procurar forças e motivações para a luta.
Esta é, sem dúvida, a grande temática da poesia de Ruy Duarte de Carvalho: num tempo e num contexto de luta pela afirmação de um povo, este autor opta pela força da palavra, pelo poder do poema para humanizar a causa do seu povo e dar voz à sua terra.
Em 1963 - altura em que opta definitivamente pelas terras angolanas - depara-se com uma situação política, social e cultural bastante "explosiva": época em que a luta armada atua em plena força. Como tal, a sua produção literária, envolta em tal ambiente de guerrilha, desde logo começa por manifestar plenos traços de literatura de combate.
É uma época propícia a uma literatura de intervenção e Ruy Duarte de Carvalho assim se assumiu em tudo o que produzia: a sua poesia servia de denúncia, de arma de luta, de meio de combate contra uma série de injustiças, de incongruências e incompreensões há muito sentidas pelo povo que Ruy Duarte de Carvalho agora sentia como seu.
É comum encontrarmos na sua poesia, e mesmo na sua narrativa, a exposição de problemas, preocupações e situações vividas em Angola. A intenção era agora falar dos temas fundamentais que até então tinham sido "abafados", disfarçados, omitidos. A obra de Ruy Duarte de Carvalho não é das mais extensas mas é, sem dúvida, bastante produtiva no sentido de dar a conhecer realidades existentes.
Como qualquer literatura de combate, o texto aparece-nos com recursos permanentes a simbologias e metaforizações, obviamente provocadas pela falta de segurança reinante e pelo clima repressivo que obrigava a expor as situações de forma pouco percetível para o colonizador mas bastante clara para a população-alvo: o povo angolano. Daí que seja frequente encontrarmos no texto deste autor palavras e imagens simbólicas que sirvam e signifiquem realidades bem diferentes.
Ao contrário de muitos outros autores da mesma época e da mesma geração, Ruy Duarte de Carvalho não nos refere o meio urbano, as cidades, os grandes aglomerados - de gente e de problemas. Opta, antes, pela paisagem telúrica, por significados da terra, pelas paisagens do campo. A terra é, para ele, o chão onde está a força. É no campo que existe e onde se verifica uma maior solidariedade: entre as pessoas e das pessoas para com a própria terra onde vivem. É aí que reside a maior e mais forte união. É o local onde mais foram protegidas as tradições de vida em comunidade. Entender o chão, entender a terra significa para Ruy Duarte de Carvalho conhecer Angola e saber por que lutar e onde ir procurar forças e motivações para a luta.
Esta é, sem dúvida, a grande temática da poesia de Ruy Duarte de Carvalho: num tempo e num contexto de luta pela afirmação de um povo, este autor opta pela força da palavra, pelo poder do poema para humanizar a causa do seu povo e dar voz à sua terra.
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Como referenciar
Ruy Duarte de Carvalho na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ruy-duarte-de-carvalho [visualizado em 2026-06-09 13:30:47].
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