Sistro
Instrumento musical usado no Antigo Egito, cuja designação atual, Sistro ou Sistrum, deriva do grego seistron, já que em egípcio se dizia seshesht. Instrumento geralmente usado por mulheres, desde sacerdotisas a princesas, entre viúvas de faraós ou de membros da alta nobreza, exceto quando tocado pelo faraó durante a cerimónia de doação de oferendas à deusa Hathor. Este instrumento produzia sons ao ser agitado, como se fosse um chocalho. A tradição de uso do sistro chegou até ao Período Greco-
Romano (332 a. C.-395 d. C.), tendo chegado desta época instrumentos em bronze (como já se usava deste tempos remotos no Egito), para uso ritual, funerário ou em várias cerimónias, embora também se usassem que não para estes fins, mas apenas para entretenimento, feitos em madeira, pedra ou faiança.
Havia dois tipos essenciais de sistros: um em forma de capela (sechet), remontante ao Império Antigo (c. 2660-2180 a. C.), outro com remate de forma circular ou em arco (sekhem), mais recente. Ambas as formas estavam muito ligadas ao culto da deusa Hathor, cuja cabeça (com chifres bovinos) era muitas vezes pintada no punho do sistro. Alguns tinham também inscrições, como um com o nome de Teti, faraó fundador da VI dinastia (c. 2345-c. 2323 a. C.). O sistro circular, sekhem, foi o mais popular no Período Greco-Romano.
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