Torrentes. Últimos Versos
Volume de poesias, de Teófilo Braga, anunciado no prefácio do autor como o último do "ciclo poético da Visão dos Tempos", perfazendo "a última série, a cúpula deste edifício concentradamente arquitetado". Na realidade, surgirá ainda, em 1884, o quinto volume, Miragens Seculares. Partindo desta perspetiva e obedecendo ao seu impulso constante no sentido da (re)ordenação da sua obra, o autor apresenta, na introdução, um plano geral desse ciclo poético, especificando o lugar em que cada um dos poemas (incluindo os presentes nos volumes anteriores) deveria, em definitivo, figurar.
As composições publicadas neste volume parecem girar em torno do tópico da incompreensão do artista. Atente-se, por exemplo, nos poemas dramáticos "Auto por desafronta" (que põe em cena um Gil Vicente obcecado em defender-se dos seus detratores) e "Poeta por desgraça" (centrado na vida amargurada e nas perseguições feitas ao poeta da Arcádia Pedro António Correia Garção), ou ainda na composição "Vertigem do Infinito" (diálogo entre O Poeta, identificado com Goethe, e Mefistófeles), acerca da voragem da criação artística.
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Torrentes. Últimos Versos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$torrentes.-ultimos-versos [visualizado em 2026-06-10 03:26:23].
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