A Abóbada
Esta lenda teve lugar na época de construção do Mosteiro da Batalha. O arquiteto do mosteiro chamava-se Afonso Domingues, mas devido à sua quase cegueira e idade avançada, foi afastado da obra. A conclusão do mosteiro tinha passado então para as mãos de um irlandês, o mestre Huguet, e Afonso Domingues não se conformava com o facto.
Um dia, D. João I foi visitar o mosteiro para assistir ao Auto de Celebração dos Reis. Vinha desejoso de visitar a Casa do Capítulo do Mosteiro, que mestre Huguet tinha recentemente concluído, seguindo o traçado dos projetos de Afonso Domingues, à exceção da abóbada que cobria o Capítulo. No entender do mestre irlandês, seria impossível concretizar a abóbada imaginada por Afonso Domingues por esta ser muito achatada; sem consultar o mestre português, decidiu concluí-la de outra forma.
O irlandês Huguet estava no Capítulo, vangloriando-se da sua supremacia sobre o mestre português, quando reparou nas fendas que se abriam na abóbada e que ameaçavam a sua queda. Em pânico, entrou a correr pela igreja dizendo que o mestre Afonso Domingues lhe tinha enfeitiçado o trabalho. Pensando que o irlandês estava possuído pelo Demónio, os frades acorreram a exorcizá-lo. Huguet caiu desmaiado ao mesmo tempo que um tremendo estrondo anunciava a queda da abóbada da Casa do Capítulo, apenas 24 horas depois de ter sido concluída.
El-Rei D. João I nomeou novamente Afonso Domingues mestre das obras do mosteiro, pondo o irlandês sob as suas ordens. A construção da abóbada foi então retomada, agora seguindo o seu traçado primitivo. No dia em que foram retiradas as traves dos simples que sustentavam a abóbada, apenas foi deixada no centro da sala uma pedra, onde ficou sentado Afonso Domingues.
Este prometeu a Cristo que ficaria sentado na pedra, sem comer nem beber, durante três dias, como prova de que a abóbada não cairia. Ao fim do terceiro dia, El-Rei recebeu a triste notícia de que o grande arquiteto português estava morto. A abóbada, como garantira, não tinha caído.
Em memória de Afonso Domingues foi-lhe esculpida uma estátua, da pedra sobre a qual acabou os seus dias. A estátua foi colocada na Casa do Capítulo.
Um dia, D. João I foi visitar o mosteiro para assistir ao Auto de Celebração dos Reis. Vinha desejoso de visitar a Casa do Capítulo do Mosteiro, que mestre Huguet tinha recentemente concluído, seguindo o traçado dos projetos de Afonso Domingues, à exceção da abóbada que cobria o Capítulo. No entender do mestre irlandês, seria impossível concretizar a abóbada imaginada por Afonso Domingues por esta ser muito achatada; sem consultar o mestre português, decidiu concluí-la de outra forma.
O irlandês Huguet estava no Capítulo, vangloriando-se da sua supremacia sobre o mestre português, quando reparou nas fendas que se abriam na abóbada e que ameaçavam a sua queda. Em pânico, entrou a correr pela igreja dizendo que o mestre Afonso Domingues lhe tinha enfeitiçado o trabalho. Pensando que o irlandês estava possuído pelo Demónio, os frades acorreram a exorcizá-lo. Huguet caiu desmaiado ao mesmo tempo que um tremendo estrondo anunciava a queda da abóbada da Casa do Capítulo, apenas 24 horas depois de ter sido concluída.
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Em memória de Afonso Domingues foi-lhe esculpida uma estátua, da pedra sobre a qual acabou os seus dias. A estátua foi colocada na Casa do Capítulo.
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Como referenciar
Porto Editora – A Abóbada na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2026-08-10 14:29:55]. Disponível em
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