Paulo Futre

Jogador internacional de futebol, Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu a 28 de fevereiro de 1966, no Montijo.
Futre começou a jogar futebol federado no Sporting Clube de Portugal, nas camadas jovens, e com apenas 17 anos estreou-se na equipa principal num jogo contra o Penafiel. Apesar de nem sempre ser titular, desde logo deu nas vistas como avançado-esquerdo, afirmando-se como uma das grandes esperanças do futebol português. Assim, ainda aos 17 anos, estreou-se na seleção portuguesa, tendo sido um dos mais jovens jogadores de sempre a vestir a camisola da equipa principal de Portugal.
Na temporada de 1984/1985, protagonizou um dos casos mais polémicos do futebol português quando trocou o Sporting pelo rival Futebol Clube do Porto. Insatisfeito por ganhar pouco no Sporting, optou por passar a jogar no clube das Antas. No Futebol Clube do Porto deu continuidade ao crescimento que vinha evidenciando como jogador de alto nível. Revelou-se um jogador determinante na equipa portuense e logo na primeira temporada foi campeão de Portugal. Futre repetiu a façanha na época seguinte, 1985/1986. Presença assídua na seleção portuguesa, esteve no Mundial do México de 1986, onde Portugal teve uma participação medíocre.
Na temporada de 1986/1987, o jogador alcançou o maior título da sua carreira ao vencer a Taça dos Campeões Europeus de futebol, o mais importante troféu europeu a nível de clubes. Na final da competição, a 27 de maio, na Áustria, onde Futre alinhou, o Futebol Clube do Porto bateu o favorito Bayern de Munique, da Alemanha, por 2-1.
Futre, eleito melhor jogador português dos anos 1986 e 1987, era já considerado uma das maiores estrelas do futebol europeu. Em 1987, foi eleito, pelo jornal France Football, o segundo melhor jogador da Europa, atrás do holandês Ruud Gullit, o "Bola de Ouro".
Cobiçado por grandes clubes europeus, acabou por optar pelo Atlético de Madrid, de Espanha. Impôs-se como um dos grandes jogadores do clube espanhol e chegou a capitão de equipa. No entanto, durante os seis anos em que representou o Atlético de Madrid, até 1993, apenas conquistou duas taças de Espanha.
Na temporada de 1992/1993, regressou a Portugal e jogou alguns meses no Benfica, o que lhe deu a oportunidade de ganhar uma Taça de Portugal. Na final, disputada no Estádio do Jamor, o Benfica ganhou ao Boavista por 5-2.
Mas Paulo Futre esteve pouco tempo em Portugal já que, no ano seguinte, ingressou no Olimpique de Marselha, de França. A passagem por França só durou um ano, pois no ano seguinte, Futre ingressou na Reggiana, um clube modesto do campeonato italiano. Também aqui só esteve uma temporada (1994/1995), já que foi transferido para o AC Milan, um dos maiores clubes do Mundo. Futre concretizou o seu sonho de voltar a jogar numa grande equipa europeia, mas uma série de lesões impediu que alinhasse em muitos jogos. Foi também nessa altura que deixou a seleção nacional, que representou 41 vezes e ao serviço da qual marcou seis golos.
De qualquer forma, sagrou-se campeão de Itália em 1995/1996. Já na fase descendente da carreira ainda teve, entre maio e dezembro de 1996, uma passagem modesta pelo West Ham, de Inglaterra, após a qual decidiu abandonar o futebol. Mas, em 1997/1998, fez alguns jogos no Atlético de Madrid, onde também desempenhava as funções de diretor desportivo. Na temporada seguinte, tentou uma experiência no futebol japonês. A seguir, resolveu colocar um ponto final na carreira de futebolista.
Mais tarde, continuou ligado ao futebol ao tornar-se diretor desportivo do Atlético de Madrid. Em 2003, abandonou o cargo devido aos constantes atritos com a direção do clube, nomeadamente com o presidente Gil y Gil. Contudo, esta passagem pelo Atlético de Madrid acabou por ser positiva, na medida em que o clube regressou ao primeiro escalão do futebol espanhol.
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