Exploração e colonização de Moçambique
Foi Vasco da Gama quem tomou contacto com a costa moçambicana na sua viagem rumo à Índia, em 1498, levando consigo as informações que Pero da Covilhã tinha recolhido quando visitou Sofala em 1490. Dando início ao período de ocupação de Moçambique são instaladas feitorias em Sofala e Moçambique e inicia-se a sua exploração através de contactos efetuados por Lourenço Marques e António Caldeira.
O estabelecimento e exploração em Moçambique concretizou-se de forma mais eficaz através da criação de feitorias e de capitanias (1506). Interessava conhecer e explorar o interior da nova colónia, dirigindo a atenção principalmente para a zona do Monomotapa (que corresponde, aproximadamente, ao Zimbabwe e certas regiões do Noroeste de Moçambique) onde era extraído ouro. O principal atrativo comercial do território era precisamente a possibilidade de se explorar ouro em grandes quantidades. A extração e comercialização deste minério passou a ser monopólio da Coroa a partir de 1505.
Portugal aumentava a sua influência no interior do território mas os avanços nem sempre foram pacíficos, pois os indígenas sentiam-se ameaçados pela supremacia dos portugueses no controlo de algumas regiões. Para além do ouro procedia-se à extração de cobre e prata e à comercialização do marfim; estas trocas comerciais resultariam na criação de uma feitoria na zona da cidade de Lourenço Marques nos finais do século XVI. Moçambique continuava a depender administrativamente da Índia.
Como forma de promover o povoamento das vastas áreas estabeleceram-se grupos de portugueses que encetaram relações cordiais com os chefes indígenas, sob a administração de um donatário ao qual era feita a concessão majestática de um prazo.
A par da tarefa de exploração económica e de povoamento, surge a expansão do Cristianismo, da responsabilidade das ordens religiosas. O território era objeto de cobiça das potências estrangeiras e a fortaleza de Moçambique foi atacada pelos holandeses em 1604 pelo que a obra evangelizadora nos territórios orientais foi uma ficção: gradualmente, os núcleos de cristãos foram desaparecendo devido à perseguição por parte dos indígenas fomentada pelos protestantes holandeses.
Durante o século XVII as jazidas de ouro e prata tinham-se esgotado pelo que se impôs a busca de outra mercadoria lucrativa. O marfim passou então a ser explorado em maior escala e a "mercadoria" eleita foram os escravos que passaram a fornecer a colónia brasileira.
O entusiasmo gerado pela exploração do Brasil provocou um esquecimento da colónia durante o reinado de D. João V. Só durante o governo pombalino, no reinado de D. José I, Moçambique irá recuperar do marasmo em que permaneceu durante tantos anos. Duas das suas medidas mais importantes foram a criação da Capitania-Geral de Moçambique, Sofala e Rios de Sena (1752), sob a alçada da administração do reino e a liberdade de comércio para todos os portugueses com consequente cessação do monopólio da Coroa. De destacar a ação de Baltasar Pereira do Lago que poria em prática as diretivas da Coroa. A ligação territorial entre Angola e Moçambique era uma ideia sempre presente mas que viria a falhar com o Ultimato britânico de 1890.
Entretanto, um dos suportes económicos de Moçambique tendia a desaparecer: a escravatura estava em vias de ser abolida. Tal veio a acontecer em 1830 o que provocou um forte abalo na economia da colónia e a procura de outros produtos que significassem lucro: ouro, prata e marfim.
Durante os finais do século XIX e já no século XX a Inglaterra e a Alemanha lutaram pela posse dos territórios. Esta última, favorecida pelas determinações da Conferência de Berlim, e senhora de uma colónia a norte do rio Rovuma, o Tanganica (atual Tanzânia) apossou-se de grandes áreas, principalmente na região setentrional de Cabo Delgado. No fim da Primeira Guerra Mundial, com a derrota da Alemanha, Portugal acabou por recuperar o território de Quionga (1919 - Conferência de Paz).
Moçambique tornou-se posteriormente, tal como Angola, uma colónia próspera e desenvolvida, atraindo milhares de portugueses e trabalhadores indianos.
O estabelecimento e exploração em Moçambique concretizou-se de forma mais eficaz através da criação de feitorias e de capitanias (1506). Interessava conhecer e explorar o interior da nova colónia, dirigindo a atenção principalmente para a zona do Monomotapa (que corresponde, aproximadamente, ao Zimbabwe e certas regiões do Noroeste de Moçambique) onde era extraído ouro. O principal atrativo comercial do território era precisamente a possibilidade de se explorar ouro em grandes quantidades. A extração e comercialização deste minério passou a ser monopólio da Coroa a partir de 1505.
Portugal aumentava a sua influência no interior do território mas os avanços nem sempre foram pacíficos, pois os indígenas sentiam-se ameaçados pela supremacia dos portugueses no controlo de algumas regiões. Para além do ouro procedia-se à extração de cobre e prata e à comercialização do marfim; estas trocas comerciais resultariam na criação de uma feitoria na zona da cidade de Lourenço Marques nos finais do século XVI. Moçambique continuava a depender administrativamente da Índia.
Como forma de promover o povoamento das vastas áreas estabeleceram-se grupos de portugueses que encetaram relações cordiais com os chefes indígenas, sob a administração de um donatário ao qual era feita a concessão majestática de um prazo.
A par da tarefa de exploração económica e de povoamento, surge a expansão do Cristianismo, da responsabilidade das ordens religiosas. O território era objeto de cobiça das potências estrangeiras e a fortaleza de Moçambique foi atacada pelos holandeses em 1604 pelo que a obra evangelizadora nos territórios orientais foi uma ficção: gradualmente, os núcleos de cristãos foram desaparecendo devido à perseguição por parte dos indígenas fomentada pelos protestantes holandeses.
Durante o século XVII as jazidas de ouro e prata tinham-se esgotado pelo que se impôs a busca de outra mercadoria lucrativa. O marfim passou então a ser explorado em maior escala e a "mercadoria" eleita foram os escravos que passaram a fornecer a colónia brasileira.
O entusiasmo gerado pela exploração do Brasil provocou um esquecimento da colónia durante o reinado de D. João V. Só durante o governo pombalino, no reinado de D. José I, Moçambique irá recuperar do marasmo em que permaneceu durante tantos anos. Duas das suas medidas mais importantes foram a criação da Capitania-Geral de Moçambique, Sofala e Rios de Sena (1752), sob a alçada da administração do reino e a liberdade de comércio para todos os portugueses com consequente cessação do monopólio da Coroa. De destacar a ação de Baltasar Pereira do Lago que poria em prática as diretivas da Coroa. A ligação territorial entre Angola e Moçambique era uma ideia sempre presente mas que viria a falhar com o Ultimato britânico de 1890.
Entretanto, um dos suportes económicos de Moçambique tendia a desaparecer: a escravatura estava em vias de ser abolida. Tal veio a acontecer em 1830 o que provocou um forte abalo na economia da colónia e a procura de outros produtos que significassem lucro: ouro, prata e marfim.
Durante os finais do século XIX e já no século XX a Inglaterra e a Alemanha lutaram pela posse dos territórios. Esta última, favorecida pelas determinações da Conferência de Berlim, e senhora de uma colónia a norte do rio Rovuma, o Tanganica (atual Tanzânia) apossou-se de grandes áreas, principalmente na região setentrional de Cabo Delgado. No fim da Primeira Guerra Mundial, com a derrota da Alemanha, Portugal acabou por recuperar o território de Quionga (1919 - Conferência de Paz).
Moçambique tornou-se posteriormente, tal como Angola, uma colónia próspera e desenvolvida, atraindo milhares de portugueses e trabalhadores indianos.
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Como referenciar
Exploração e colonização de Moçambique na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$exploracao-e-colonizacao-de-mocambique [visualizado em 2026-06-19 17:31:22].
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