Pedro Passos Coelho

Político português, Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, foi deputado, primeiro-ministro de Portugal entre 2011 e 2015 e presidente do Partido Social Democrata (PSD) entre 2010 e 2018.

Nascido em Coimbra, a 24 de julho de 1964, Passos Coelho viveu em Angola até aos nove anos de idade, tendo regressado a Portugal com a família após o 25 de Abril de 1974. Passou a adolescência em Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, de onde o seu pai é natural, e completou o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no concelho onde residia. Em 2001, licenciou-se em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa.

Ligado à política desde muito cedo, Pedro Passos Coelho aderiu à Juventude Social Democrata no final da década de 70 – tendo liderado a organização entre 1990 e 1995. Entre 1991 e 1999, foi deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Lisboa.

Em 2008 candidata-se pela primeira vez à presidência do PSD, em eleições que perdeu para Manuela Ferreira Leite. No entanto, dois anos mais tarde acaba por ser eleito presidente do partido, o que o levou a disputar as legislativas de 2011 – antecipadas pelo governo socialista de José Sócrates num contexto de grave crise financeira – como candidato a primeiro-ministro.

Um ato eleitoral em que o PSD foi o partido mais votado, com mais de 38% dos votos, permitindo a Passos Coelho tomar posse como primeiro-ministro a 21 de junho de 2011, liderando um governo de coligação com CDS-PP.

Limitado pelas condições negociadas com os responsáveis da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (entidades que asseguraram o resgate financeiro de Portugal), Passos Coelho implementou uma política de austeridade, com algumas medidas (cortes salariais na função pública, subida de impostos, eliminação de feriados, etc.) a gerarem forte contestação. A grande vitória política do seu mandato dá-se a 17 de maio de 2014, com a saída de Portugal do programa de resgate sem recurso a qualquer programa cautelar de crédito.

No ano seguinte, a coligação eleitoral formada por PSD e CDS-PP consegue vencer as eleições legislativas, embora não logre a maioria parlamentar. Empossado como primeiro-ministro do XX Governo Constitucional a 30 de outubro de 2015, Pedro Passos Coelho passa para a liderança da oposição logo a 10 de novembro, na sequência da aprovação de uma moção de rejeição ao programa do seu Governo.

Na sequência do fraco resultado eleitoral do PSD nas autárquicas de 2017, Passos Coelho anuncia a intenção de não se recandidatar à presidência do partido nas eleições diretas de 2018, sendo sucedido por Rui Rio.
 

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