Max Gluckman
Antropólogo social inglês, Herman Max Gluckman nasceu a 26 de janeiro de 1911, em Joanesburgo, na África do Sul, tendo escolhido a naturalidade britânica, assim como o desenvolvimento da sua vida e carreira académica fora da África do Sul, como forma de oposição ao espetro do sistema de apartheid.
Max Gluckman partiu para Inglaterra para estudar na Universidade de Oxford em 1934, terminando o doutoramento em Antropologia por aquela universidade em 1938, após efetuar trabalho de campo na África do Sul. Em Oxford, foi aluno de Evans-Pritchard e de Radcliffe-Brown, cujo pensamento social influenciou decisivamente a sua obra e carreira. Gluckman continuou as suas pesquisas no terreno no norte da Zâmbia (então Rodésia), entre os Lozi da Barotseland e os Tonga, nos dez anos que se seguiram, enquanto investigador do Instituto Rhodes-Livingstone, de qual se tornaria Diretor em 1941. Com base nestes estudos, Gluckman desenvolveu o seu pensamento, que se viria a constituir numa verdadeira escola de Antropologia Social, nomeadamente a partir do momento em que se tornou responsável por aquela disciplina na Universidade de Manchester, onde efetuou um trabalho longo e brilhante à frente do Departamento de Antropologia Social (1949-1971).
Se Max Gluckman é uma das referências fundamentais da história da Antropologia Social, tal deve-se à forma como soube questionar e reformular os princípios teóricos e metodológicos em que fundou o seu percurso académico. Discípulo e colega de homens como Evans-Pritchard, Radcliffe-Brown e Meyer Fortes, Gluckman foi progressivamente colocando em questão a adequabilidade do paradigma estrutural-funcionalista para compreender as sociedades modernas, principalmente no tocante às situações permanentes de conflito e competição entre os indivíduos que aquele paradigma tinha muitas dificuldades em explicar.
Utilizando um método de estudo centrado na análise de situações sociais específicas, como o estudo de caso e a análise das interações entre os atores sociais, Gluckman defendeu que a lei (ou o direito) nas sociedades modernas, e o ritual nas sociedades ditas primitivas, serviam como formas fundamentais de garantir a ordem social. As grandes contribuições de Gluckman para a teoria social moderna centram-se exatamente nestes aspetos.
Max Gluckman, que foi igualmente um impaciente ativista político e humanista, morreu em Israel, país pelo qual nutria uma grande simpatia, em 1975.
Da sua extensa obra, destacam-se os livros Custom and Conflict in Africa (1955), The Judicial Process Among the Barotse Of Northern Rhodesia (1955) e Politics, Law and Ritual in Tribal Society (1965).
Outras obras importantes:
1941, Economy of the Central Barotse Plain
1943, Essays on Lozi Land and Royal Property
1945, Land Holding and Land-usage among the Tonga of Mazabuka District
1951, Seven Tribes of British Central Africa (editor)
1954, Rituals of Rebellion in South-east Africa
1963, Order and Rebellion in Tribal Africa
1972, The Allocation of Responsibility (editor)
1977, Secular Ritual (editor)
Max Gluckman partiu para Inglaterra para estudar na Universidade de Oxford em 1934, terminando o doutoramento em Antropologia por aquela universidade em 1938, após efetuar trabalho de campo na África do Sul. Em Oxford, foi aluno de Evans-Pritchard e de Radcliffe-Brown, cujo pensamento social influenciou decisivamente a sua obra e carreira. Gluckman continuou as suas pesquisas no terreno no norte da Zâmbia (então Rodésia), entre os Lozi da Barotseland e os Tonga, nos dez anos que se seguiram, enquanto investigador do Instituto Rhodes-Livingstone, de qual se tornaria Diretor em 1941. Com base nestes estudos, Gluckman desenvolveu o seu pensamento, que se viria a constituir numa verdadeira escola de Antropologia Social, nomeadamente a partir do momento em que se tornou responsável por aquela disciplina na Universidade de Manchester, onde efetuou um trabalho longo e brilhante à frente do Departamento de Antropologia Social (1949-1971).
Se Max Gluckman é uma das referências fundamentais da história da Antropologia Social, tal deve-se à forma como soube questionar e reformular os princípios teóricos e metodológicos em que fundou o seu percurso académico. Discípulo e colega de homens como Evans-Pritchard, Radcliffe-Brown e Meyer Fortes, Gluckman foi progressivamente colocando em questão a adequabilidade do paradigma estrutural-funcionalista para compreender as sociedades modernas, principalmente no tocante às situações permanentes de conflito e competição entre os indivíduos que aquele paradigma tinha muitas dificuldades em explicar.
Utilizando um método de estudo centrado na análise de situações sociais específicas, como o estudo de caso e a análise das interações entre os atores sociais, Gluckman defendeu que a lei (ou o direito) nas sociedades modernas, e o ritual nas sociedades ditas primitivas, serviam como formas fundamentais de garantir a ordem social. As grandes contribuições de Gluckman para a teoria social moderna centram-se exatamente nestes aspetos.
Max Gluckman, que foi igualmente um impaciente ativista político e humanista, morreu em Israel, país pelo qual nutria uma grande simpatia, em 1975.
Da sua extensa obra, destacam-se os livros Custom and Conflict in Africa (1955), The Judicial Process Among the Barotse Of Northern Rhodesia (1955) e Politics, Law and Ritual in Tribal Society (1965).
Outras obras importantes:
1941, Economy of the Central Barotse Plain
1943, Essays on Lozi Land and Royal Property
1945, Land Holding and Land-usage among the Tonga of Mazabuka District
1951, Seven Tribes of British Central Africa (editor)
1954, Rituals of Rebellion in South-east Africa
1963, Order and Rebellion in Tribal Africa
1972, The Allocation of Responsibility (editor)
1977, Secular Ritual (editor)
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Como referenciar
Max Gluckman na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$max-gluckman [visualizado em 2026-06-14 08:08:09].
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