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Boris Johnson
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Jornalista e político conservador britânico, Alexander Boris de Pfeffel Johnson nasceu a 19 de junho de 1964, em Nova Iorque (EUA). Foi presidente da câmara de Londres e responsável pela política externa britânica, antes de se tornar primeiro-ministro do Reino Unido (RU) em julho de 2019.

Formado em estudos clássicos pela Universidade de Oxford, Johnson abraçou a profissão de jornalista, começando como repórter do The Times, em 1987. Demitido por inventar uma citação, conseguiu depois emprego no The Daily Telegraph, tornando-se correspondente em Bruxelas, com a missão de cobrir a atualidade da União Europeia (UE).

Após uma primeira tentativa falhada, em 1997, Boris Johnson conseguiu ser eleito para o parlamento em 2001, como deputado pelo Partido Conservador. Em paralelo, manteve uma presença assídua na imprensa, cimentando uma imagem irreverente marcada por posições controversas. Foi eleito presidente da câmara de Londres em 2008, voltando a vencer as eleições municipais de 2012, o que lhe permitiu liderar a cidade quando esta foi palco dos jogos olímpicos desse ano.

Regressado ao parlamento em 2015, Boris Johnson tornou-se numa das mais proeminentes vozes em defesa do Brexit, opondo-se ao então primeiro-ministro, David Cameron, seu companheiro de partido. O resultado do referendo à permanência do RU na UE – com a maioria dos eleitores a optar pela saída da UE – forçou Cameron a demitir-se e precipitou a ascensão de Theresa May à chefia do Partido Conservador e do governo. Foi pela mão de May que, em 2016, Johnson foi nomeado Secretário de Estado para os Assuntos Externos e da Commonwealth.

Cerca de dois anos depois, o antigo autarca londrino apresentaria a sua demissão, insatisfeito com a forma como May conduzia o processo de negociações do Brexit. A própria Theresa May acabaria por renunciar à chefia do governo, após ver consecutivamente derrotada no parlamento a sua proposta de acordo para a saída negociada do RU da UE. Aberta nova disputa pela liderança do Partido Conservador, Johnson apresentou-se como candidato, assumindo uma posição de intransigência face à necessidade de consumar a saída do RU da UE, com acordo ou sem ele. 

Boris Johnson acabaria por vencer a corrida pela chefia do Partido Conservador, tornando-se, assim, primeiro-ministro britânico em julho de 2019. No entanto, e incapaz de reunir apoio parlamentar para levar avante a sua agenda política, optou por convocar eleições antecipadas. Do escrutínio resultou o reforço da posição dos conservadores – que conseguiram uma maioria absoluta – e o fortalecimento da liderança de Johnson. A 31 de janeiro de 2020, o RU deixou oficialmente de integrar a UE.

Abalado por sucessivos escândalos envolvendo quer a sua figura, quer a de membros do seu governo (nomeadamente a realização de festas na residência oficial do primeiro-ministro, violando as restrições impostas por motivos de saúde pública durante a pandemia de COVID-19), Boris Johnson acabou por apresentar a renúncia à chefia do executivo a 7 de julho de 2022.

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Como referenciar
Porto Editora – Boris Johnson na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-07-12 20:02:46]. Disponível em

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